9 – Dr. Joseph Murphy

16.08.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (2)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

 

- O Sr. disse que Deus existe e que iria explicar. Cobrou o Henrique.

– Ah sim!  Foi bom me lembrar.  Eu disse a vocês que lhes daria uma explicação.  Na realidade o fato da presença do Observador alterar a realidade é um pressuposto lógico sobre a existência de Deus.  A maioria das pessoas pensa que Deus seja um velhinho atrás das nuvens e pensa assim porque a Bíblia menciona que fomos criados à imagem e à semelhança de Deus mas Deus, não pode ser um velhinho atrás das nuvens, simplesmente porque é muito maior do que isso.  Medir o Universo pelos padrões humanos é ridículo.  Notem que embora a terra pareça imensa em termos dos padrões humanos…

 

 

 

 

… ela é muito pequena em termos de comparação com o Universo. Observe por exemplo que Júpiter é mil e trezentas vezes maior que a terra.


Observe nas ilustrações que o a terra é infinitamente pequena quando comparada ao Sol e que o Sol é minúsculo quando comparado a Arcturus…

Por sua vez Arcturus é infinitesimal quando comparado a Betelgeuse ou a Antares.  Afirmar que Deus é a imagem e semelhança do homem é simplesmente muito infantil e é claro que nenhum cientista esclarecido aceita essa ideia.  É mais aceitável supor que Deus seja uma inteligência que tenha criado as Leis que mantém o Universo como ele é.  Ou dizendo de outra forma: é necessário uma consciência para transformar a energia em matéria como já vimos quando falamos da experiência do canhão quântico.  Assim sendo, podemos admitir que aquilo que as religiões chamam de Deus os cientistas podem compreender em uma escala muito mais ampla e portanto não antropomórfica porque transformar Deus em uma imagem e semelhança com o homem seria minimizá-lo demais e isso só poderia ser compreendido como parte do ego e de uma grande presunção humana.  Seria qualquer coisa menos um fato científico.  Não significa que os cientistas não possam aceitar a ideia de um Deus que seria a energia que deu origem ao Universo manifestada através de uma inteligência que além de criar o Universo criou as Leis da natureza que o mantém.

 

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).  A reunião que estamos transcrevendo já foi realizada há tempos e essa turma se encerrou mas se você deseja participar de reuniões que tratam de assuntos semelhantes basta clicar aqui e se inscrever no curso de Transformacionalismo.

8 – Dr. Joseph Murphy

11.08.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

 

- Bom, vamos voltar então ao livro do Dr. Joseph Murphy, lá está escrito que o conceito do novo pensamento pode ser resumido nas seguintes palavras: “Você pode se transformar no que deseja ser.” O que acha disso, Dr. Natali? Disse o Henrique.

- Pois é, já que estávamos falando das Leis Naturais, nada melhor do que considerarmos a Quinta Lei Natural do Transformacionalismo para compreendermos de maneira adequada essa frase.

- A quinta Lei Natural do Transformacionalismo é a Lei da consciência também conhecida como a Lei do Observador Quântico. Disse a Silvinha

- Isso.  Ela se fundamenta no experimento do observador e do canhão de partículas, que já vimos anteriormente.  Isso nos permite perceber duas coisas: PRIMEIRA: Deus existe (explico daqui a pouco); SEGUNDA: Você pode atuar sobre sua realidade alterando-a para melhor, tornando-a ideal, atraindo o sucesso, o amor, a felicidade, bastando para isso “observar” a realidade da maneira certa. (Lembra do filme O SEGREDO?) Isso explica por que as orações funcionam mesmo sem existir um deus antropomórfico.  Aquilo que os Veda declararam há mais de 5.000 anos é verdade. A consciência é tudo!

- Vamos fazer de conta que eu aceito isso, mas como fica isso numa análise fria, à luz da física por exemplo? Falou o Dagoberto.

- A Lei da Ação e da Reação (a Segunda lei Natural do Transformacionalismo, lembram-se?) foram enunciadas tanto na Física Newtoniana quando na Física Quântica: Na Newtoniana: “Se um corpo A aplica uma força sobre o corpo B, este corpo B aplicará simultaneamente uma força de igual intensidade e direção, mas no sentido contrário, sobre o corpo A.”  Na Quântica: “As vibrações emitidas pelo pensamento serão recebidas de volta, sejam elas positivas ou negativas, com as mesma intensidade e direção, mas em sentido contrário.”  Disse a Silvinha.

- Vocês podem encontrar citações que dizem a mesma coisa com outras palavras em vários livros que tratam da física quântica – disse o Dr. Natali e citou: “O nosso cérebro, a nossa mente, a nossa consciência emite ondas eletromagnéticas ou vibrações, que podem nos auxiliar a melhorar nossas vidas se soubermos utilizá-las corretamente. “  Sergio Silva (no livro Física Quântica – como ela pode melhorar a sua vida)  “De um ponto de vista muito básico relacionado com a moralidade e com a ética, o que eu penso afeta o mundo.  De certo modo esta é a verdadeira razão de ser importante que ocorra uma mudança na visão do mundo.”  Dan Radin, Ph.D.  “A consciência pode exercer um efeito concreto sobre a realidade física, isso significa que no fim das contas tem de haver uma mudança de paradigma que abra espaço para a incorporação da consciência.” Do filme Quem Somos Nós. “Quando me convenci de que a minha realidade era apenas o produto de minhas limitações, percebi que precisava sonhar fora delas.  A única coisa “sólida” na minha realidade é a percepção que tenho dela.  Se eu me dispuser a abrir os olhos a novas possibilidades, minha realidade poderá mudar.” Dito pela Betsy Chasse – co-criadora do filme Quem Somos Nós.  “Precisamos realmente examinar a relação entre a consciência e a realidade material (….) Se o mundo material é, de fato, o produto de uma realidade consciente ou se a própria consciência é o material fundamental do universo.”    Dito pelo Dr. Newberg

- Ora – continuou o Dr. Natali – tudo isso nos prova que o Dr. Murphy tinha razão e que essa frase citada pelo Henrique “Você pode se transformar no que deseja ser.” tem sua razão de ser.  Ficou mais fácil compreender essa frase agora?

- Ei!  Isso me lembra das obras do Masaru Emoto.  Vocês conhecem o trabalho dele? Perguntou a Silvinha.

- Não, não conheço.  Conta aí. Disse a Edileuza.
- O Sr. Emoto publicou um livro importante, “A Mensagem da Água”, com as descobertas da pesquisa mundial que foi realizada por ele. Se você tem qualquer dúvida de que seus pensamentos afetam tudo em e ao redor de você, as informações e fotografias que surgiram com os resultados da pesquisa publicada por Emoto, mudarão sua mente e alterarão suas convicções profundamente.            As energias vibracionais humanas, pensamentos, palavras, ideias e músicas, afetam a estrutura molecular da água. A mesma água que compreende 60% de um corpo humano maduro e cobre a mesma proporção do nosso planeta. A energia ou as vibrações do ambiente mudam a forma molecular da água. Embora o trabalho do Sr. Emoto seja muito abrangente e tenha muitas particularidades vocês podem pesquisar na internet apenas os experimentos em que documentou visualmente as mudanças moleculares na água por meio de suas técnicas fotográficas. Ele congelou gotas de água e examinou-as sob um microscópio de campo escuro dotado de recursos fotográficos. Seu trabalho demonstra claramente a diversidade da estrutura molecular da água quando submetida a uma oração ou à simples concentração do pensamento. O Sr. Emoto observou como os pensamentos e as palavras afetavam a formação de gotas de água, usando palavras datilografadas em papel por um processador de texto e coladas nos frascos de vidro durante a noite. As gotas de água foram então congeladas e fotografadas. É claro que, pelo que acabamos de aprender, não foram as palavras que alteraram as moléculas da água, foi a consciência do observador.

- Lembrem-se que o corpo de vocês contém 60% de água, como disse a Silvinha.  Imaginem o que os seus pensamentos estão fazendo com o seu corpo!  Parem de pensar bobagens agora mesmo!  Alterem seus pensamentos e vão mudar toda a estrutura do corpo de vocês. Concluiu o Dr. Natali.

 

Para acessarem fotos e conhecerem o trabalho do Dr. Emoto cliquem aqui.

 

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).  A reunião que estamos transcrevendo já foi realizada há tempos e essa turma se encerrou mas se você deseja participar de reuniões que tratam de assuntos semelhantes basta clicar aqui e se inscrever no curso de Transformacionalismo.

 

 

7 – Dr. Joseph Murphy

28.07.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

 

- Eu queria saber mais sobre o Princípio Antrópico, o Sr. poderia falar mais sobre o assunto?

- A maior questão do Princípio Antrópico é a questão da consciência do homem.  Será que os animais irracionais têm consciência do mundo?  Não há como saber isso.  Se os animais têm consciência do mundo ou apenas uma percepção de estarem inseridos em um ambiente é difícil de saber.  A questão é que se eles têm consciência, não têm uma consciência racional como a que nós humanos temos.  E há também a questão da percepção como vista por Schopenhauer que afirmava que uma árvore que cai na floresta não faz ruído a menos que alguém esteja ouvindo.  É claro que é uma assertiva muito forte mas a intenção desse filósofo era enfatizar que é a nossa percepção que nos dá ciência do mundo.  Tenho um amigo aqui em Sorocaba, o Pastor Pedro, que de repente entrou em coma e nunca mais saiu, está em coma há vários anos.  Para uma pessoa em coma ou para um débil mental, a percepção do mundo com certeza não existe ou é parcial.  Aí resta a questão.  Para que existir o Universo se ninguém o percebesse? O Universo só existe porque alguém percebe que ele existe.  Se ninguém percebesse como poderíamos dizer que ele existiria?  Pense na possibilidade de percepção de uma formiga por exemplo.  Com certeza o mundo dela é bem diferente do nosso e na proporção de seu tamanho ela nem conseguiria imaginar qual o tamanho de nosso planeta ou na possibilidade de existirem outros planetas e todo um Universo.  Ou seja, mesmo que saibamos que existe o Universo ele não existe como tal para uma formiga, ou se existe, pelo menos não tem relevância para ela.  Se cogitarmos de nossa percepção humana, com nossas habilidades racionais, podemos perceber que a terra é minúscula quanto comparada com outros planetas e com as estrelas.  E o nosso Sol é ridículo quando comparado com outras estrelas como Arcturus, Betelgeuse e Antares, por exemplo.  Nenhum animal da terra sabe ou consegue saber a respeito disso.  As dimensões não só desses corpos celestes como da inteligência desses animais não lhes permite esse tipo de percepção.  Surge então a possibilidade que o Universo como tal só exista para os seres humanos já que os humanos, pelo menos em nosso planeta, são a única espécie capaz de percebê-lo.  O Princípio Antrópico afirma que as teorias sobre o Universo só têm coerência quando relacionada com o ser humano que é a única espécie que a percebe.  Esse é um grande avanço no que concerne à possibilidade de percepção mas, a meu ver, haverão outras formas de vida no Universo e há grande probabilidade de que algumas delas sejam racionais como nós ou até mais racionais que nós.  Pois se assim não fosse, para que existir tantos planetas, tantas Galáxias, tal imensidão.  Isso significa que, quando soubermos de outras formas de vida o Princípio Antrópico terá que ser revisto para que nele se incluam os aliens.

- Uau!  Muito massa!

- O Princípio Antrópico tem quatro manifestações:

  • Princípio Antrópico Forte: O Universo deve ser de tal forma que possa conter observadores, em algum estágio de sua evolução.
  • Princípio Antrópico Fraco: O Universo se comportou de tal forma que pôde nos conter. Em outras palavras, as grandezas físicas e cosmológicas que observamos precisam assumir valores compatíveis com o surgimento da vida.
  • Princípio Antrópico Final: O Universo tem como finalidade produzir seres vivos, e seu objetivo final é a produção de seres racionais a semelhança dos humanos.
  • Princípio Antrópico Participativo: A existência de observadores dá existência ao Universo.

– A teoria por trás do Princípio Antrópico se inspira em várias “coincidências” que possibilitam a existência da vida, como a massa dos elétrons, a força da gravidade, as propriedades especiais dos átomos de carbono. Qualquer pequena alteração nesses elementos – como a variação de apenas 1% na força da gravidade – eliminaria a  possibilidade do surgimento de seres vivos. Por conta disso, os cientistas têm estudado, desde a segunda metade do século 20, a possibilidade de haver uma ligação direta entre a existência de vida inteligente sobre a face da Terra e a origem do Universo.  O princípio antrópico prevê também que o nosso Universo é apenas um dos vários que existiriam num “multiverso”. Apesar de parecer ficção científica, a ideia de múltiplos universos, sendo que alguns deles seriam adequados à vida, vem da teoria da inflação caótica desenvolvida pelo cosmólogo russo Andrei Linde, da Universidade de Stanford (EUA), nos anos 1980. Assim, existiria um “universo” bem maior do que o nosso, que seria apenas uma parte desse multiverso. Infinito em extensão, o multiverso conteria cada forma possível de “universos”, alguns similares ao nosso, talvez outros com leis físicas distintas. Mas foi na década anterior ao surgimento da teoria de Linde que o astrofísico Brandon Carter, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), criou o termo “princípio antrópico”, para expressar que as propriedades do Universo são do jeito que são para possibilitar a existência da vida racional (no caso a vida humana). Dizendo de outra forma, alguns físicos creem que seja virtualmente impossível que numerosos fatores no início do universo, que teriam de ser coordenados de forma a produzir um universo capaz de sustentar formas avançadas de vida, pudessem ser obra do acaso. Essa crença é tida por alguns como boa evidência de que este universo foi provavelmente criado por um ser muito poderoso e inteligente (que é chamado de Deus por falta de um termo melhor). Se a massa do universo e as intensidades das quatro forças básicas (eletromagnetismo, gravidade e forças nucleares forte e fraca) fossem diferentes, ou se não tivessem passado por “ajuste fino” para trabalhar em conjunto da forma que o fazem, o universo, como o conhecemos, não existiria. Um delicado equilíbrio de constantes físicas é “necessário para que o carbono e outros elementos químicos após o lítio, na tabela periódica, sejam produzidos.  Resumindo, é preciso que muitas coisas aconteçam em conjunto para existirmos (as chamadas “coincidências antrópicas”). O físico Victor Stenger resume o princípio antrópico desta forma:

“… a vida terrestre é tão sensível aos valores das constantes fundamentais da física e às propriedades do ambiente que mesmo a menor mudança em qualquer delas significaria que a vida, como a vemos ao nosso redor, não existiria. Diz-se que isso revelaria um universo no qual as constantes físicas da natureza são perfeitamente ajustadas e delicadamente balanceadas para a produção da vida. Segundo o argumento, são muito pequenas as chances de que qualquer conjunto inicialmente aleatório de constantes correspondesse ao conjunto de valores que elas têm em nosso universo. Logo, é excessivamente improvável que esse ato de equilíbrio preciso seja resultado de um acaso irracional. Em vez disso, um Criador inteligente, e certamente pessoal, provavelmente fez as coisas, de propósito, do jeito que são.”  (Cf.  Cit in: Stenger “As Coincidências Antrópicas: Uma Explicação Natural”).

– Resumindo: não existiríamos e não seríamos conscientes do mundo ao nosso redor se ele não fosse compatível com nossa existência. Ou, como diz o físico Bob Park: “Se as coisas fossem diferentes, as coisas não seriam do jeito que as coisas são”.

- Ah, não!  Esse cara é um imbecil.  É claro que se as coisas fossem diferentes elas seriam diferentes porra! Grasnou o Dagoberto.

- Bom, o que importa é que os físicos encontraram certos sinais que foram interpretados como se o Universo tivesse sido feito sob medida para que houvesse a vida e a consciência. Descobriu-se que, se as constantes da natureza – números imutáveis, como a força da gravidade, a carga de um elétron e a massa de um próton – fossem minimamente diferentes, átomos não se manteriam juntos, estrelas não brilhariam e a vida jamais teria surgido. (Cf. Cit: Sharon Begley, Newsweek, July 1998.)  Ou seja, se as coisas tivessem sido diferentes, não estaríamos aqui. Mas não foram, e nós estamos. De qualquer forma, a improbabilidade de algo que já aconteceu é um tanto enganosa e, enfim, irrelevante. Como diz John Allen Paulos:

“… a raridade, por si só, não é necessariamente evidência de nada. Quando alguém recebe uma mão de bridge de 30 cartas, a probabilidade de que tenha recebido aquela mão específica é de menos que uma em 600 bilhões. Mesmo assim, seria absurdo que alguém recebesse aquelas cartas, examinasse com cuidado, calculasse que a probabilidade de recebê-las seria menor que uma em 600 bilhões e então concluísse que não recebeu exatamente aquela mão, já que é tão improvável.” (Cf. Cit in : Innumeracy: Mathematical Illiteracy and its Consequences)

- A grande sacada do Princípio Antrópico que tem servido de base para alguns cientistas aventarem a hipótese de Deus existir cientificamente e não apenas pela fé é que segundo Brandon Carter, as coincidências antrópicas não são aleatórias, e sim planejadas. Há várias variações do princípio, inclusive uma que parece ser idêntica ao idealismo filosófico clássico: o universo só existe porque o percebemos.  Com certeza, sem a reciprocidade de quem percebe em relação ao que é percebido é perfeitamente lógica tal afirmativa embora muito trivial.  Os conceitos do Princípio Antrópico não são exatamente novos, o princípio teleológico (a parte da Filosofia Natural que explica a finalidade das coisas) já tinha sido tratada pelo Teilhard Chardin e outros filósofos.  Portanto, no mínimo, o Princípio Antrópico serve para criar uma certa consistência entre as características da Vida inteligente conhecida, e as características do Mundo exterior. Em certa medida, o Princípio é tautológico, ou seja uma coisa justifica a outra, uma não poderia existir sem a outra. Resta-nos apenas a citação de Godel:

“A Ciência não pode resolver o mistério final da Natureza. Isto porque, em última análise, nós próprios somos parte do mistério que tentamos resolver”.

- Aliás a intenção da finalidade já estava presente em um filósofo do século XVI, Voltaire que coloca na boca de um de seus personagens (Pangloss em Cândido ou o Otimismo):

“As coisas não podem ser de outro modo: pois, como tudo foi criado para uma finalidade, tudo está necessariamente destinado à melhor finalidade.”

– Pelo que sei a palavra Física significa Lei Natural ou algo assim, o Sr. poderia falar um pouco sobre as Leis Naturais? Perguntou a Silvinha.

– Na realidade Física em grego, quer dizer “Natureza”, por extensão é o nome que se dá às Leis Naturais conhecidas pelo homem.  Quando digo conhecidas pelo homem estou de alguma forma situando a imperfeição de nossas percepções que só conseguem notar parte da realidade.

– O Sr. poderia dar um exemplo de Lei Natural?

– Existem dois tipos de Leis Naturais segundo o Transformacionalismo, a Lei Natural física que tem tudo a ver com a Física Newtoniana e a Lei Natural da Mente e da Energia abrangendo a Física Quântica e nossa capacidade de perceber e interagir com a energia como no caso que vimos do canhão de partículas onde se evidencia que a presença do observador altera a manifestação do que nos cerca no mundo natural.  Fica mais fácil dar um exemplo da Lei Natural Física e o mais corriqueiro que conheço é da pessoa que salta do alto de um prédio e se esborracha lá embaixo.  A mesma Lei Natural (Lei da Gravidade) que faz com que a gente pise no chão ao levantar da cama e não saia flutuando por aí, nos mata quando abusamos dela.  E o mais relevante nessa história é que não há nenhuma pessoalidade nisso, ou seja não é uma questão pessoal.

– Como assim?

– Independente de suas crenças, de sua qualidade moral ou de sua ética, se você pular do alto do prédio vai se esborrachar lá embaixo, ou dizendo de outro modo, independente de quem pular do prédio, seja a Madre Teresa de Calcutá ou o Adolf Hitler, ambos irão se esborrachar.  A funcionalidade da Lei Natural física não tem nada a ver com juízos de valor, funciona para todos igualmente.

– E é diferente em relação à Leis Naturais da mente?

– Se considerarmos o princípio do observador em que a presença de uma mente racional altera a manifestação da energia então é razoável pressupormos que as Leis Naturais da mente tenham que levar em conta o conteúdo dessa mente.  E aí talvez, eu disse talvez, conceitos tais como os juízos de valor possam interferir no processo.  Aliás é nisso que se fundamenta todos os ensinamentos do Dr. Joseph Murphy.

 

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).  A reunião que estamos transcrevendo já foi realizada há tempos e essa turma se encerrou mas se você deseja participar de reuniões que tratam de assuntos semelhantes basta clicar aqui e se inscrever no curso de Transformacionalismo.

6 – Dr. Joseph Murphy

20.07.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (15)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

- O Sr. mencionou o Princípio Antrópico, dá para explicar um pouco mais sobre esse assunto? Perguntou a Silvinha.

Em resposta o Dr. Marco Natali retirou um livro de uma estante:

- Para saber sobre o Princípio Antrópico vocês podem ler este livro: DEUS A EVIDÊNCIA – A Reconciliação entre a Fé e a Razão no Mundo Atual, publicado no Brasil pela Madras.  Na página 17 lemos: “O princípio antrópico sinalizou um momento crítico significativo na história da ciência: a primeira vez em que a ciência parecia nos levar em direção à ideia de que há um Deus, em vez de nos afastar dela.  Durante séculos a ciência esteve reduzindo gradualmente o teorema de que o universo foi criado ou planejado.  Subitamente, os cientistas chegaram a uma série de fatos que pareciam apontar precisamente em direção a essa conclusão – de que o universo se trata de um produto de inteligência e objetivo que, na ausência da organização inteligente de milhares de pormenores imensos e minúsculos, nós não existiríamos.”

- Ué, mas então porque que os primeiros cientistas sempre foram contrários a crerem na existência de Deus? Perguntou a Edileuza.

- Na realidade isso não é verdade, o que acontece é que os primeiros cientistas não tinham escolha, eles eram contra a ideia de Deus ensinada através das religiões que era bem diferente da ideia de Deus que eles possuíam no modelo de espiritualidade que suas mentes privilegiadas adotavam.  Naquele tempo não havia muita escolha, se admitissem como fez Newton em sua maior obra a Ars Matematica que até enfatizava a existência de Deus, entrariam em choque com as religiões. E porque mencionar a Deus faria com que eles entrassem em choque com as religiões? Um cientista não poderia fazer isso muito abertamente pois se o fizesse teria que se enquadrar na visão de Deus imposta pelas religiões.  A visão das religiões é antropomórfica e provavelmente contrária à percepção que Newton, como cientista, tinha.  Um problema que se criou aí é que os cientistas eram avessos à forma que religião apresentava Deus o que não significa que fossem avessos à ideia de Deus.  É preciso compreender que a palavra “Deus” foi desgastada pelas religiões.  Uma palavra é apenas uma palavra, ela não resolve nossos problemas.  Uma palavra não é a coisa em si.  Como eu já lhes disse, Ramakrishna, famoso mestre espiritual da Índia, costumava dizer que se você estiver perdido no deserto e souber 30 idiomas e clamar por água nesses 30 idiomas, morrerá de sede.  Na visão do cientista há uma consciência maior no Universo que observa  a matéria e que por observá-la altera sua manifestação.  A Física Quântica já analisou o assunto de maneira exaustiva e constatou que a presença de um observador na realização de certas experiências altera o resultado obtido.  É de se supor que haja um observador e que sua presença altere o universo material pois é sabido que quando observada a energia se transforma em matéria.  É difícil de explicar o conceito mas recomendo a vocês que visitem um clipe que está no YouTube e que torna essa explicação mais simples.  Procurem no Youtube o clipe “Dr quântico, experimento da fenda dupla – qsn 4”.  Depois de assistirem ao clipe reflitam sobre a possibilidade de que exista uma consciência a observar o Universo, de maneira que as galáxias se comportem da maneira como se comportam.  Quando me refiro à crença que os cientistas possuem a respeito de Deus estou me referindo à crença em consciência e energia e como isso cria e recria o Universo e não a uma crença boba sobre um velhinho que se oculte entre as nuvens e se distraia a nos julgar e condenar.  Isso seria muito tolo.  Deus não pode ser uma figura antropomórfica ou isso o reduziria muito.  Aliás só devemos chamar ao fenômeno envolvendo consciência e energia de Deus, por falta de uma palavra melhor e é bem provável que essa expressão não seja a mais adequada.

Para facilitar a nossos visitantes estamos incluindo aqui o link para acessar o clipe do Dr. Quântico, basta clicar aqui.

- Mas e como fica os argumentos dos cientistas evolucionistas? Tudo que existe na natureza não é mesmo resultado de uma evolução?

- Mesmo que seja.  Em que isso impede a crença em uma consciência que ao observar a natureza altere a energia transformando-a em matéria?  Se chamamos essa consciência de Deus, por falta de uma palavra melhor, não significa que estamos compactuando com as tolices das religiões, estamos apenas dando um caráter espiritual a uma constatação científica.  O Deus da ciência não é um chafurdamento em dogmas como impõem as religiões, não é uma questão de fé, está mais para um algoritmo, um princípio matemático.

- Pelo que sei o evolucionismo prega que com o tempo, milhares de anos, a matéria evoluiu para a primeira forma de vida e essa forma foi evoluindo até que surgiu o homem, descendente dos macacos. Disse o Dagoberto.

- É interessante essa teoria Dagoberto, mas há um porém.  Aliás eu diria dois poréns.  O primeiro é que mesmo se admitindo que as coisas da natureza evoluem, essa ideia nada têm que crie um obstáculo à existência de um princípio matemático ou físico que teria dado origem a esse processo evolutivo.  É perfeitamente viável que uma inteligência esteja por trás de todo processo evolutivo da natureza, é um tanto quanto ridículo crer que as coisas aconteçam por acaso.  Talvez por isso um famoso teólogo americano chamado Norman Geisler tenha publicado o livro NÃO TENHO FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU, publicado no Brasil pela editora Vida Acadêmica.  É preciso um caminhão de fé para crer que um organismo complexo como o de um homem tenha surgido por acaso.  Na realidade a aversão que o cientista tem em denominar esse princípio matemático ou físico, esse algoritmo, ou a possibilidade de um “designer inteligente” com o nome “Deus” é que se o fizer a maioria das pessoas vai pensar que ele esteja adotando um modelo de “Deus” parecido com o das religiões, a velha história ridícula do velhinho antropomórfico atrás das nuvens. Se isso parece ridículo para um homem comum como eu, imagine como parece para um cientista.

- Eu gostaria de entender melhor essa questão do evolucionismo, o Sr. poderia nos dar um exemplo? Perguntou a Edileuza.

- Bom, esse é o meu segundo porém.  Não vou perder tempo citando os exemplos de Dawkins ou de outros evolucionista pois vocês vão achar muito material a respeito por aí.  Prefiro um exemplo iconoclasta mas muito divertido citado em uma palestra que eu encontrei na Internet.  Edileuza você já ouviu falar na teoria do acaso exemplificada por um caminhão que rola ladeira abaixo?

- Não nunca ouvi.

- Então não deixe de visitar no You Tube o clipe “Criacionismo x Evolucionismo – Teoria da Vida Espontânea (Bolo de Chocolate).”

Para facilitar a nossos visitantes estamos incluindo aqui o link para acessar o clipe do Bolo de Chocolate, basta clicar aqui.

- Ah!  Eu já assisti esse clipe, tem um cara lá, um crente muito bobo que cita essa teoria boba do bolo de chocolate, eu detestei. Disse o Dagoberto.

- Ah Dagoberto!  Você detesta tudo, sua opinião não vale. Gritou a Edileuza.

- Pode ser, mas eu ainda gostaria de ter uma opinião que não fosse de um crente que fosse de um cientista de peso.  Será que o Dr. Natali conseguiria citar alguém?

- Posso tentar.  Você quer a opinião de um cientista de peso né?

- Isso, qualquer cientistazinho de fundo de quintal não me serve.

- Você aceitaria a opinião de um dos maiores cientistas do mundo atual?

- Aí depende, fale mais sobre os feitos, as realizações desse cara.

- Ok.  Ele é Doutor em ciência.

- Sei, mas em que tipo de ciência? Ele é da área de humanas como o senhor, ou ele é da área de exatas?  Boto mais fé em exatas.

- Ele é PHD em matemática.

- Até aí nada demais, tem muita gente que é formada em matemática e tem muita gente também que tem doutorado em matemática.  O que eu quero saber é se ele tem realizado alguma coisa na área, se ele é importante.

- Bom ele pertence ao corpo de professores do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge e também é professor e orientador do departamento de matemática aplicada e de Física matemática da Universidade Cardiff.

- Bom, esse é dos meus.  Ele publicou alguma coisa?

- Ele é o autor de mais de 25 livros e de mais de 350 artigos científicos.

- E ele é crente, é evangélico, é católico?

- Segundo soube ele é ateu.

- Ok, então eu quero ouvir a opinião dele.  Pode falar.

- Ele disse o seguinte: “Ao contrário da noção popular de que só criacionismo se apoia no sobrenatural, o evolucionismo deve também apoiar-se, visto que as probabilidades de formação da vida ao acaso são tão pequenas que exigem um “milagre” de geração espontânea equivalente ao argumento teológico.”

- Massa! Disse o Henrique.

- Uau!  Incrível! Disse a Rita.

- Bom, quando um cara com esse currículo diz alguma coisa, é bom prestar atenção. Disse a Silvinha.

- Não sei não.  Se ele fosse tão bom assim eu já teria ouvido falar nele. Arrematou o Dagoberto.

- Mas você já ouviu falar nele.  Você até já leu coisas dele. Disse o Dr. Natali.

- Nana, nina, não.  Nunca ouvi falar desse cara e nem nunca li nada dele.

- Você não disse que tinha assistido o clipe?  Essa citação eu tirei de lá, quem assistir o clipe vai ver a citação do Dr. Chandra Wickramasinghe, ela está lá e vocês podem pesquisar mais sobre ele na internet.

- Quiá, quiá, quia!

- Hehehehehehe!

- KKKKKKkkkkkk!

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5 – Dr. Joseph Murphy

14.07.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (0)

Dr. Joseph Murphy

Dr. Joseph Murphy – uma mente científica em busca da espiritualidade.

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

 

– Pô gente, a gente tá aqui para estudar o Dr. Joseph Murphy e não para estudar a eletricidade.  Que tal se a gente voltar para o assunto? Disse o Dagoberto.

- Ah vai!  O assunto da eletricidade foi bastante esclarecedor e a gente viu que o Dr. Murphy era químico e com certeza foi uma mente voltada às ciências exatas como a dele que fez com que fosse descoberto a ciência do Pensamento, o pensamento positivo  e o Cristianismo Positivista. Comentou a Rita.

­- É verdade – comentou o Dr. Natali – foi a mente afiada do Dr. Joseph Murphy e de outros autores da Ciência do Pensamento que aproximou os conceitos da religião com os conceitos da ciência, fazendo da espiritualidade uma experiência pragmática e útil.  Até o surgimento da Ciência do Pensamento as religiões impunham crenças e exigiam fé mas não eram muito práticas, não ofereciam recursos para que as pessoas se esforçassem em direção à ética e ao aprimoramento moral pois as pessoas se comportavam não por virtude e sim porque acreditavam em Satanás, no Inferno e no castigo eterno.  Hoje em dia existem muitos cientistas, principalmente físicos quânticos que estão encontrando caminhos entre a espiritualidade e a ciência que conduziu à descoberta do Princípio Antrópico.

- Sempre ouvi falar que os cientistas não acreditavam em Deus, até já li alguma coisa do Richard Dawkins que defende a teoria de Darwin, mas o senhor disse que há cientistas que estão buscando um caminho que aproxime a religião da ciência, como que isso aconteceu?

- Bom, na realidade não são caminhos que aproximam a religião da ciência e sim caminhos que aproximam a espiritualidade da ciência.  Vocês se lembram do slogan de nossa Igreja?

- Espiritualidade não é religião, a religião divide as pessoas, a espiritualidade as une – repetimos em uníssono e o Dr. Natali continuou:

- Pois é, a espiritualidade não é adversária da ciência e nem a ciência é adversária da espiritualidade.  Na realidade a ciência é inimiga da religião e a espiritualidade também é.

- Opa, agora complicou. Disse o Dagoberto.

- Fica mais fácil de compreender se vocês observarem o Budismo por exemplo.  Sabemos que Jesus não criou nenhuma religião, ele criou uma Igreja.

- E qual é a diferença?

- Igreja, ou Egrégora, ou Eclesia, é o nome que se dá a um grupo de pessoas que busca a espiritualidade, à cultura do espírito; à melhoria moral e ética.  Por outro lado a religião é o nome que se dá a um conjunto de crenças que lança o homem na dependência de seres antropomórficos (Deus e Satã) a quem se atribui o poder de decidir sobre o destino.  Assim sendo de nada serve ao homem conhecer-se a si mesmo, buscar o aprimoramento moral e ético, buscar a transformação pessoal pois ele só será salvo por um ato divino e há até religiões, como o presbiterianismo por exemplo, que acredita que as pessoas que serão salvas já foram escolhidas por Deus e portanto não adianta nada você se esforçar no caminho da virtude pois se não estiver entre os escolhidos jamais será levado aos céus.

- Puxa, isso é um absurdo!  Se não adianta nada a gente se esforçar essas religiões estão piorando o mundo e não melhorando. Disse a Silvinha.

- Como assim?  Não entendi. Disse o Dagoberto.

- O que a Silvinha quis dizer – falou o Henrique – é que se os esforços que a gente faz não vão nos salvar, para que se esforçar?

- É!  Sem falar que se não adianta a gente se esforçar e praticar a caridade, como ficam os esforços de Jesus que nos ensinou o amor? Comentou a Rita.

- Éééééééé! Seria tudo perda de tempo. Disse a Edileuza.

- Olha gente, eu vejo a coisa assim ó.  Se as religiões permitissem uma maior liberdade para as pessoas cultivarem a virtude e crescerem moralmente, isso ia diminuir o poder que a exigência absurda de fé impõe às pessoas na religião. Daí que as religiões precisam enfatizar a fé ao invés da autotransformação ou da prática da virtude pois senão os radicais descambam para o legalismo. Falou a Silvinha.

- Legalismo?  O que é isso?

- É o excesso de zelo religioso levado ao extremo, o comportamento farisaico que faz da virtude uma espécie de ostentação moral que dá margem ao orgulho. Disse o Dr. Natali e complementou: É por essa razão que os exegetas vetaram por muito tempo a inclusão do livro de Tiago na Bíblia.

- Vetaram?  Ué!  E por que?

- Porque Tiago enfatizava que a fé sem as obras não tem valor. Aliás Jesus também enfatizava isso ao recomendar a prática do dízimo, ou seja, se você não ajuda seu próximo de nada adianta ter fé.  A fé sem as obras é morta.

- É mesmo, quem não pratica o dízimo não pode ser considerado cristão. Disse a Silvinha.

- Mas ainda não entendi porque o senhor disse que a espiritualidade também se opõe à religião. Disse o Dagoberto olhando para o Dr. Natali.

- Bom, eu estava citando o exemplo do Budismo.

- E o que isso tem a ver?

- Observem que nem Jesus nem Buda criaram religiões, eles criaram Igrejas.  Jesus disse a Pedro que ele era como uma pedra e que sobre essa pedra ele erigiria sua Igreja.  E o Buda nem sequer acreditava em Deus portanto ele jamais criaria uma religião.

- Ué, mas como ele criou uma Igreja então?

- Como já vimos a palavra Igreja,  ou Egrégora, ou Eclesia, é o nome que se dá a um grupo de pessoas que busca a espiritualidade, à cultura do espírito; à melhoria moral e ética.  Foi exatamente isso que o Buda fez.  Ele reunia pessoas para discutir a prática espiritual, essas reuniões na Índia denominam-se Sat Sangha e uma tradução mais literal seria: “reunião em boa companhia” para a discussão de assuntos espirituais.  Notem que nem Jesus nem Buda criaram religiões.  Mas por interesses materiais alguns de seus seguidores transformaram em religião as praticas espirituais que eles ensinaram.

- Ué, mas as Igrejas não tem por finalidade espalhar a religião por aí? Perguntou o Dagoberto.

- Não as Igrejas foram criadas para reunir pessoas interessadas na busca da espiritualidade.  Cê não ouviu o que o Dr. Natali falou? Disse a Edileuza.

- É, sem falar que Pedro nunca esteve em Roma, portanto ele não poderia ter criado a Igreja de Roma. Disse a Silvinha.

- Nunca esteve em Roma?  Verdade?

- Sim, ele nunca nem pisou lá.  Se você duvida procure na Internet, hoje a verdade está ao alcance de todos, não precisamos mais acreditar em besteiras, podemos saber a verdade é só pesquisar.

 

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

4 – Dr. Joseph Murphy

06.04.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (2)

 

 

Dr. Joseph Murphy quando jovem.

Foto rara do Dr. Joseph Murphy, pastor da Igreja da Ciência Divina, quando jovem.

 

 

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

             – Agora sabemos que o Tales de Mileto foi quem descobriu a eletricidade, mas que ele não a criou, pois foi criada por Deus e provavelmente existe desde sempre.  Mas foi o Tales que a descobriu e foi o Edson que nos permitiu utilizá-la de maneira pratica, mas eu gostaria de saber mais sobre a evolução da eletricidade desde Tales até o Edson.  Falou a Edileuza.

- Bom, como já vimos o Tales esfregou um pedaço de âmbar em uma pele de carneiro e descobriu que o âmbar ficava magnetizado e atraia pedaços de palha e fragmentos de madeira.  Depois da descoberta feita pelo Tales muito tempo se passou antes que a eletricidade começasse a ter alguma utilidade prática.  Foi apenas no século XVII que Otto Guericke começou a realizar experimentos com o magnetismo – eletricidade produzida por atrito.  Em 1672 ele inventou a primeira máquina geradora de energia elétrica.  Era uma máquina muito simples composta por uma bola de enxofre que se atritava com uma porção de terra seca.  Algo muito primário e sem muita utilidade mas serviu para que Stephen Gray classificasse diferentes elementos como condutores ou isolantes elétricos, cinquenta anos depois.  Nessa época já haviam máquinas mais sofisticadas que eram formadas por discos de vidro que se atritavam com isolantes e provocavam muitas faíscas.  Logo em seguida Von Kleist e Petrus Musschenbroek descobriram o condensador que era uma máquina capaz de armazenar cargas elétricas. Mais ou menos por essa época Benjamin Franklin se tornou famoso por sua experiência em que conseguiu atrair raios com uma chave pendurada em uma pipa.  A partir dessa experiência  ele criou o para-raios.  Franklin concluiu que o que causava magnetismo entre dois corpos que entravam em atrito se devia à falta de um tipo de eletricidade em um dos corpos.  Nesse tempo se conheciam dois tipos de eletricidade que eram chamadas de eletricidade resinosa e eletricidade vítrea.

            – Pô que coisa mais besta, apenas porque eles usavam um pedaço de âmbar que era a resina e um disco de vidro, que era a tal da eletricidade vítrea!  Reclamou o Dagoberto.

- Pois é, mas no século XVIII aconteceu um fato arrepiante (para a época), que foi a experiência de Galvani.

            – Que experiência?

            – Galvani descobriu que quando a eletricidade produzida por esses meios primitivos tocava a perna de uma rã morta, a perna se contraia.

            – Uau!

            – Nossa, deve ter assustado todo mundo dessa época! Disse a Edileuza.

- Não só assustou como resultou em um famoso clássico do terror: Frankenstein!

            – É mesmo?  Conta pra gente!

            – Em 1816 uma mocinha de 19 anos que mais tarde se tornaria conhecida com o nome de Mary Shelley criou Frankenstein que era a história de um cadáver que adquiriria vida graças à eletricidade.

            – Nossa ela tinha só 19 anos!  Que massa!  Gritou a Rita.

- Que legal!  E como ela fez para criar essa criatura horrorosa?  Perguntou Edileuza.

- Bom tudo começou no lago Léman, onde a Mary e seu noivo Percy estavam passando o verão com um amigo que era escritor e ficou conhecido como Lord Byron.  Devido ao tempo chuvoso ficaram confinados ao ambiente da pensão em que estavam hospedados e conheceram um outro escritor que também lá estava, de nome John Polidori.  Na troca de ideias entre os escritores foram comentadas algumas histórias de fantasmas recém traduzidas do alemão para o francês.  Foi então que tiveram a ideia de se desafiarem mutuamente escrevendo um conto de terror.  Apostaram uma determinada quantia em dinheiro e aquele que escrevesse o melhor conto levaria a bolada. Esse evento foi marcante para o futuro das histórias de terror pois o conto escrito por Lord Byron nessa ocasião, mais tarde o inspiraria a concluir seu poema Mazzepa.  E foi aí que surgiu um personagem muito em moda no mundo moderno já que inspirado por um pedaço da estoria escrita por Byron, Polidori criou o primeiro vampiro, que décadas mais tarde daria inspiração a Bram Stocker para criar o Drácula. 

            – Nossa!  Tudo isso por causa de um fim de semana chuvoso? 

- Eita, inventaram o vampiro e o Frankenstein na mesma semana!

            – Mas e a Mary? Conta como que ela fez, estou interessada!  Insistiu a Edileuza.

- Bom, a Mary não era escritora mas ficou interessada em participar porque os homens ficavam enfurnados em seus quartos escrevendo e não lhe davam muito atenção.

            – Mas que gente chata!

            – Só que ela nunca havia escrito nada a não ser cartas e o tempo ia passando e ela não se animava a começar.  Foi então que lhe ocorreu a ideia de escrever o livro no formato de cartas, ou seja, cada capítulo era uma carta escrita por um personagem fictício que foi chamado Capitão Robert Walton e contava a história em cartas que escrevia para sua irmã. 

            – Nossa que ideia bacana!

            – Acabou que o conto que ela escreveu foi considerado o melhor por todos os participantes da disputa e ela levou o prêmio. Mas naquela época mulheres não escreviam livros e essa obra foi publicada com um prefácio escrito pelo Percy mas sem o nome da autora.  Outro fato interessante é que o personagem criado a partir de partes de cadáveres não tinha o nome de Frankenstein, era chamado de “criatura” ou “monstro” pela autora.

            – Nossa e quando passou a ser conhecido como Frankenstein?

            – Bom, na verdade Frankenstein era o nome de uma antiga cidade da Silésia e Mary tinha conhecido alguém que tinha o sobrenome igual ao nome da cidade e ela o utilizou para dar nome ao médico que criou o monstro.  Apenas em 1933 quando foi realizado o primeiro filme Frankenstein o povo começou a dar esse nome à criatura por percebê-la como uma espécie de “filho” do Dr. Viktor Frankenstein que a havia criado.

            – Nossa, só em 1933, mais de cem anos depois!

            – Isso.

            – Mas o senhor estava contando a história da eletricidade e parou no Galvani e na perna do sapo.  Disse o Dagoberto.

- Rã, da-go-ber-to. Não é sapo é rã.  Enfatizou a Edileuza.

- É tudo a mesma coisa, são parentes.

            – Bem, mais tarde Alessandro Volta deu continuidade aos experimentos de Galvani, tocando a perna de uma rã com bastões feitos com metais diferentes e conseguindo dessa maneira uma reação elétrica que acabou dando origem à primeira pilha que era conhecida como pilha voltaica.  Era uma monstruosidade enorme nada parecida com as pilhas de hoje.  Era composta de um cilindro recheado com uma série de discos de cobre e zinco separados por papelão embebidos em água salgada.  Mas apesar de ser um geringonça muito grande foi a primeira vez que o homem conseguiu criar uma fonte de corrente elétrica estável.  Isso fez com que as experiências com a eletricidade aumentassem.  E a eletricidade passou a influenciar na química pois em 1802 Humphrey Davy conseguiu separar com o uso da eletricidade o sódio e o potássio da água.  Mais ou menos nessa época as pilhas evoluíram e foram criadas as primeiras baterias.  Em 1831, Michael Faraday descobre que a variação na intensidade da corrente elétrica que percorre um circuito fechado induz uma corrente em uma bobina. Uma corrente induzida também é observada ao se introduzir um ímã nessa bobina. Essa indução magnética teve uma imediata aplicação na geração de correntes elétricas. Uma bobina próxima a um ímã que gira é um exemplo de um gerador de corrente elétrica alternada. Os geradores foram se aperfeiçoando até se tornarem as principais fontes de suprimento de eletricidade empregada principalmente na iluminação.  Em 1875 é instalado um gerador na Gare du Nord em Paris, para ligar as lâmpadas de arco da estação. Foram feitas maquinas a vapor para movimentar os geradores, e isso estimulou a invenção de turbinas a vapor e turbinas para utilização de energia hidrelétrica. A primeira hidrelétrica foi instalada em 1886 junto as cataratas do Niágara.  Para que pudesse ser feita a distribuição de energia, foram criados inicialmente condutores de ferro, depois os de cobre e finalmente, em 1850, os fios cobertos por uma camada isolante de guta-percha vulcanizada, ou uma camada de pano.A Publicação do tratado sobre eletricidade e magnetismo, de James Clerk Maxwell, em 1873, trouxe um grande avanço no estudo do eletromagnetismo. Heinrich Hertz, em suas experiências demonstra que tanto as ondas de rádio quanto a luz são ondas eletromagnéticas, desse modo confirmando as teorias de Maxwell; as ondas de rádio e as ondas luminosas diferem apenas quanto a frequência. Mas embora tenha descoberto isso, Hertz não explorou as possibilidades que surgiam; mais de dez anos se passam, até Marconi utilizar as ondas de rádio no seu telegrafo sem fio. E no final desse século nascia o Dr. Joseph Murphy e atraído por esses experimentos se formou em química, até porque a eletricidade ainda era considerada uma aplicação da química devido aos compostos químicos das pilhas .  Edson também chegou à eletricidade a partir de suas experiências com a química.   Ele criou a lâmpada em 1879, apenas dezenove anos antes do nascimento do Dr. Murphy. A primeira mensagem de rádio é transmitida através do Atlântico em 1901. Todas essas experiências vieram abrir novos caminhos e a eletricidade passou a ser cada vez mais utilizada em praticamente todas as atividades do homem.  

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

3 – Dr. Joseph Murphy

18.03.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (0)

 

Dr. Joseph Murphy 3

Dr. Joseph Murphy ministro da Igreja da Ciência Divina.

 

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Damos agora continuação à reunião que foi aberta pelo Henrique:

            – Aqui diz – continuou o Henrique, se referindo à obra que está sendo analisada neste segmento – que o pessoal do Novo Pensamento baseava seu pensamento na ideia de que a alma humana está conectada com a mente atômica da substância universal, que nossa vida tem uma ligação direta com o manancial infinito da abundância e que possuímos o poder de usá-lo para nosso benefício.

            – Bom essa é uma maneira pomposa de dizer o que todas as religiões cristãs sempre ensinaram – comentou o Dr. Natali – que Deus é a sabedoria infinita que deu origem a todas as coisas e portanto é o manancial de onde emana toda a abundância.  Ora sendo Deus Pai, como nos diz a Bíblia e sendo nós os seus filhos, nada mais justo e certo que tenhamos acesso a todos esses benefícios.  Só que para que isso aconteça é preciso que paguemos o preço em termos de higiene mental, dedicação, esforços corretos na utilização de nossa mente subconsciente.

            – É, aqui está escrito que só alcançaremos nossas metas sem sofrimento quando descobrirmos a lei – que aparentemente Deus nos deixou escrita em um código indecifrável – e nos dedicarmos a compreendê-la.

            – É verdade, mas na realidade as Leis de Deus, são as Leis da Natureza, já que a Natureza emana de Deus e são a sua manifestação.  Quando você olha para a natureza, para o cosmo, para tudo quanto existe, você vê manifestações de Deus e Deus ao se manifestar através da Natureza está reafirmando e exemplificando as Leis Naturais.  Compreender as Leis Naturais é se aproximar de Deus, é compreender Sua vontade, é compreender a Deus.

            – Poderia nos dar um exemplo de uma Lei da Natureza? Pediu a Rita.

- Sim, pense na lei da gravidade por exemplo.

            – … que foi inventada por Newton.  Disse o Dagoberto.

- Bem, na realidade, ela foi criada por Deus e descoberta por Newton.

            – Ué, se ele descobriu, é porque não existia antes dele descobrir? Perguntou a Edileuza.

- Quando descobrimos uma Lei da Natureza, não significa que ela tenha sido criada naquele momento, ela existe desde que foi criada por Deus, mas até o momento em que a descobrimos não nos apercebíamos de sua existência, ou nunca havíamos pensado nisso, ou até já a percebíamos mas nunca havia nos ocorrido validá-la ou nos conscientizarmos dela.

            – Será que o senhor poderia nos dar um exemplo?  Pediu a Rita.

- Vamos lá. Quem inventou a eletricidade?

            – Ah, essa é fácil!  Foi o Thomas Alva Edson.  Falou o Dagoberto.

- Não, não foi não, foi o Edson que nos deu uma jeito racional, elaborado e pratico de colocar a eletricidade em uso, mas não foi ele quem a inventou.

            – Foi Deus quem a inventou – disse a Silvinha.

- Isso, Deus a inventou e Tales de Mileto, um filósofo grego a descobriu.  Notem bem que a eletricidade provavelmente existia muito antes do nosso planeta ser criado, já estava por aqui quando o homem ainda não existia e este planeta era habitado pelos dinossauros, mas só foi descoberta recentemente por um filósofo grego.

            – Como recentemente?  Esse filosofo viveu a muito tempo atrás.  Aparteou o Dagoberto.

- É, ele nasceu em torno de 624 a 625 Antes de Cristo, mas isso foi recentemente se você considerar que os dinossauros apareceram na terra por volta de 220 milhões de anos atrás, o Tales esteve por aqui recentemente.  Hehehehe. E vocês sabem de onde surgiu a palavra eletricidade?

            – Não faço a menor ideia.  Disse o Dagoberto.

- A palavra eletricidade surgiu da palavra grega Élektron.  E vocês sabem o que quer dizer Élektron?

            – É o nome de um dos componentes do átomo?  Arriscou a Edileuza.

            – Sim, mas eu quero saber no grego original.

            – Eletricidade?  Perguntou Dagoberto.

            – Boa tentativa, mas em grego Élektron que dizer âmbar.

            – Ué, e o que tem que ver a catraca do canhão com o conhaque de alcatrão?

            – É que a eletricidade foi descoberta quando Tales de Mileto esfregou um pedaço de âmbar em uma pele de carneiro e a partir de então o âmbar passou a atrair pedacinhos de palha e fragmentos de madeira.  O primeiro tipo de eletricidade estudada pelo homem foi essa, a eletricidade produzida por atrito.  É preciso que nos lembremos também que a eletricidade sempre esteve por aí, mas só foi descoberta por Tales de Mileto e mesmo depois de descoberta passaram-se mais de dois mil anos para que se encontrasse alguma utilidade para ela e é aí que entra o Edson.  Observem que as Leis Naturais seguem pelo mesmo caminho, ou seja, elas sempre existiram, mas praticamente foi com a Física que começamos a estudar as Leis Naturais para valer.

           – E esse tal de Tales de Mileto, o que ele fazia na vida, além de ter descoberto a eletricidade?  Perguntou o Dagoberto.

- Tales foi o primeiro filósofo do Ocidente, tendo sido o fundador da escola jônica.  Foi considerado um dos sete sábios da Grécia.  Era também matemático e astrônomo.  Seus cálculos matemáticos eram tão precisos que foi capaz de prever eclipses e foi o responsável por determinar quantos dias tem um ano.  Estabeleceu a altura das pirâmides apenas medindo a sombra que projetavam no solo. Ele era considerado o pai da geometria.  Mas o que o tornou famoso foram as nove perguntas sofistas.

            – Perguntas?  Que perguntas?  Perguntou a Rita.

            - Um sofista querendo desacreditar Tales, fez a ele nove perguntas que ficaram famosas.

            – Quais eram elas?

            – Qual a coisa mais antiga; qual é a coisa mais formosa; qual é a maior de todas as coisas; qual é a coisa mais Constante; qual é a melhor de todas as coisas; qual é a mais rápida de todas as coisas; qual é a mais forte de todas as coisas; qual é a mais fácil de todas as coisas e qual é a mais difícil de todas as coisas.

            – Uau!

            - E o que ele respondeu?

1 – Qual a coisa mais antiga?
Deus, porque sempre tem existido.

2 – Qual é a coisa mais formosa?
O Universo, porque é a obra de Deus.

 3 – Qual é a maior de todas as coisas?
O espaço porque contém todo o criador.

4 – Qual é a coisa mais constante?
A esperança, porque permanece no homem depois que tenha perdido todo o mais.

5 – Qual é a melhor de todas as coisas?
A virtude, porque sem ela não existe nada de bom.

6 – Qual é a mais rápida de todas as coisas?
O pensamento, porque em um instante pode visitar os confins do Universo.

7 – Qual é a mais forte de todas as coisas?
A necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.

8 – Qual é a mais fácil de todas as coisas?
Dar conselhos.

9 – Qual é a mais difícil de todas as coisas?
Conhecer a si mesmo.

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

2 – Dr. Joseph Murphy

09.03.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (0)

 

 

Dr. Joseph Murphy 2

Dr. Joseph Murphy autor do Poder do Subconsciente.

 

 

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. Quem abriu a reunião foi o Henrique:

– Bom pessoal eu trouxe aqui o primeiro volume da coleção AUMENTE O PODER DO SEU SUBCONSCIENTE do Dr. Joseph Murphy.  Esta coleção é publicada no Brasil pela Editora Nova Era e este primeiro volume tem o título PARA TRAZER RIQUEZA E SUCESSO.

– Mas a gente pode transcrever no Blog partes do texto sem ofender os direitos autorais do autor? Perguntou o Dagoberto.

- Bom no livro consta que podem ser reproduzidas passagens do livro desde que citada a fonte.

– Nesse caso, está tudo resolvido pois o Júlio vai transcrever as gravações no Blog e o Henrique já citou o nome da coleção e da editora. Disse a Rita.

- É, e nós não vamos transcrever o livro todo, só as partes que eu acho relevante ou em que eu tenha dúvidas.  Isso com certeza vai motivar os visitantes do Blog a comprar os livros que vamos discutir.

– É verdade eu mesma já mandei minha tia comprar meu exemplar. Falou a Edileuza.

- Ok, então vamos continuar e peço ao Dr. Natali para comentar todas as partes que eu ler aqui.

– Estou ao dispor de vocês gente, pode começar.

– Eu li aqui na página 7 que o Dr. Joseph Murphy era ministro-diretor da Church of Divine Science em Los Angeles, o Sr. poderia comentar isso?

– Nos Estados Unidos existem várias Igrejas da Ciência Divina em diferentes regiões e nem sempre elas têm relações umas com as outras mas essa de Los Angeles devido à presença do Dr. Murphy sempre foi considerada uma das mais importantes. Hoje nossa Igreja existe em vários outros países, tendo chegado ao Brasil no ano 2000 e obtido a licença de funcionamento em 2004.  Nossa Igreja já existe há 126 anos (em 2013).  Este dado foi atualizado para este ano.

– E de onde surgiu os fundamentos que deram origem à Ciência Divina. Perguntou o Dagoberto.

- No site de nossa Igreja (que você encontra clicando aqui  há um pequeno histórico da Igreja, basta clicar em FAQ (Frequently Asked Questions) no menu superior.  Nossa Igreja foi criada em 1887, onze anos antes do nascimento do Dr. Murphy.

– Nossa! Eu pensava que a nossa Igreja tinha sido criada pelo Dr. Murphy! Espantou-se a Edileuza.

- Nossa Igreja foi criada por uma senhora chamada Malinda Elliott Cramer que descendia de uma família Quaker e era uma das principais líderes do New Tought Movement.

– É aqui no livro consta que o Dr. Murphy foi um dos propositores desse movimento.

– Na verdade o New Tought já existia bem antes dele nascer como já vimos, mas não há dúvida que ele foi um dos maiores divulgadores desse movimento.

– Mas o que é exatamente esse negócio de New Tought, o que isso significa? Perguntou o Dagoberto.

- Significa NOVO PENSAMENTO e também é conhecido como Pensamento Positivo e Ciência da Mente.  Na verdade existem muitos outros movimentos do Novo Pensamento nos Estados Unidos e a maioria deles teve origem nos ensinamentos do Dr. Phineas Pakhurst Quimby…

– FI O QUE? Nossa que nome horroroso! Gritou o Dagoberto.

- Falou o Dagoberto, o esperto. Remendou a Edileuza.

­- Ah vai, é um nome horrível mesmo, “cêis” num acham?

Todos riram.

- Bem apesar do nome, Quimby que teve origem humilde e era filho de um ferreiro, tornou-se uma personalidade muito famosa em seu tempo pois era inventor, além de praticar o mesmerismo e a hipnose, tendo curado muita gente e ficado famoso.  Seus feitos inspiraram o nascimento de diversas Igrejas e religiões naquela época.  Ele foi citado na obra de Horatio Dresser “Health and the Inner Life”.  Os pais de Horatio haviam sido curados pelo Quimby.  Warren Felt Evans e muitos outros autores também divulgaram o trabalho de Quimby.  Ele era tão famoso que seu nome foi citado no romance “Lolita” de Vladimir Nabokov!  Quimby curou Mary Baker Eddy que mais tarde criaria a Ciência Cristã uma Igreja que, segundo ela, foi inspirada por Quimby embora ele se recusasse a ver nessa Igreja quaisquer das crenças em que ele acreditava.

– A Ciência Cristã tem alguma coisa a ver com a Ciência Divina?

– Não, não tem nada a ver com a nossa Igreja, essa Igreja se baseia nos ensinamentos dessa senhora e fundamenta-se no livro que ela escreveu, ao passo que a Ciência Divina se fundamenta na obra de dezenas de autores do Novo Pensamento não de um só.

– É mesmo?  Existem dezenas de autores no Novo Pensamento?  Poderia citar alguns para nós? Pediu a Rita.

- Além do próprio Dr. Joseph Murphy, podemos citar Catherine Ponder, Charles Fillmore, Ernest Holmes, Fannie Brooks James, Isidora H. Minard, Louise Hay, May Rowland, Myrtle Fillmore, o Dr. Norman Vincent Peale, Phil Dessauer, Sig Paulson, Smiley Blanton, Wilferd Peterson e muitos outros…

– Eu já li alguma coisa da Louise Hay e do Dr. Norman Vincent Peale, mas me diga, todos esses autores fazem ou faziam parte da Igreja da Ciência Divina?

- Não, nem todos, mas eles fazem parte do Novo Pensamento e com certeza influenciaram ou foram influenciados por essas Igrejas.  O Dr. Peale por exemplo pertencia a uma Igreja da costa Leste a Marble Collegiate Church em Nova Iorque se não me engano.

– E a Louise Hay?  Eu gosto muito dela.
- A Louise pertencia à Religious Science criada pelo Ernest Holmes embora ela não esteja diretamente ligada à nossa Igreja, está ligada indiretamente pois a Igreja da Ciência Divina do Brasil, estabeleceu seus  fundamentos principais nos textos da Malinda, do Murphy, do Holmes e do Dr. Peale.

– E como é que começou nossa Igreja?  Quero dizer, fisicamente, pois no Brasil ela é uma Igreja virtual em que as pessoas recebem seus estudos pela internet, mas como ela começou fisicamente? Perguntou a Edileuza.

- Vocês já ouviram falar de Igrejas em Células?

– Eu já ouvi – disse a Silvinha – são igrejas protestantes que se reúnem em pequenos grupos para estudarem a Bíblia juntos.

– Pois é, o que a maioria das pessoas não sabe é que a ideia de células de estudos não foi criada agora, ela já era utilizada pela Malinda no início de nossa Igreja, tanto assim é, que a Igreja original criada pela Malinda chamava-se Home College of Divine Science, ou seja, era uma espécie de estudo realizado na casa das pessoas, em pequenos grupos.  Com o estudo do Novo Pensamento alicerçado na Bíblia e nos ensinamentos de Jesus é que surgiu o movimento que hoje é chamado de Cristianismo Positivista do qual nossa Igreja é a líder mundial.

– Quando que a Igreja foi fundada no Brasil e porque na cidade de Sorocaba?

– Na realidade o segmento brasileiro da Igreja da Ciência Divina já existia na forma de célula no ano 2000 na cidade de Itú e foi nessa cidade que no ano de 2004, precisamente no dia 18 de junho de 2004 nossa Igreja passou a ser juridicamente conhecida graças aos esforços desse pequeno grupo.  Nossa Igreja existe em vários países, aliás demorou bastante para surgir no Brasil.

– E onde que Sorocaba entrou nessa história?

– Hehehehe!  Devido a um fato bem simples.  A célula da Igreja em Itú reunia-se em um bairro muito afastado do centro da cidade, tão afastado que era chamado de Cidade Nova.  Nesse bairro não havia correio oficial, apenas uma franquia e essa franquia não havia sido autorizada a ter caixas postais. Sendo nossa Igreja uma Igreja virtual que funciona pela Internet e naquela época pelo correio, era imperativo que tivéssemos uma caixa postal e a agência de correio que ficava mais próxima ficava em Sorocaba.

– Quer dizer então que o grupo que deu origem à Igreja era em Itú, mas a caixa postal era em Sorocaba!  Que hilário! E todos riram.

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1 – Dr. Joseph Murphy

08.03.11 / Dr. Joseph Murphy / Author: / Comments: (6)

 Antes de começarmos o tópico vejamos fotos do Dr. Joseph Murphy em 1945 1948 e 1980:

Agora vejamos a capa do Bestseller de sua autoria:

            O Dr. Joseph Murphy nasceu na Irlanda no dia 20 de maio de 1898 e faleceu em Laguna Hills, nos Estados Unidos, no dia 19 de dezembro de 1981 (alguns livros em português colocam erroneamente 1996).
Foi um dos mais famosos escritores do movimento do Novo Pensamento tendo publicado mais de 30 livros de auto-ajuda, muitos deles best sellers no mundo inteiro, que tratam sobre o poder da mente subconsciente.
Existem poucos dados sobre sua vida, pois ele mesmo pediu que após a sua morte, não se escrevesse a sua biografia.
O Dr. Murphy dava grande importância ao que ensinava e não a si mesmo, uma de suas frases favoritas era: “Importante é o que é ensinado, não quem ensina.”
O Dr. Murphy nasceu no seio de uma família católica estudou para ser padre, tendo se retirado do seminário antes de ser ordenado porque o que ali aprendia entrava em conflito com suas crenças pessoais sobre Deus.
Em sua juventude foi educado na Irlanda e na Inglaterra.
Em 1920 foi acometido por um câncer de pele que não cedeu aos conhecimentos médicos da época, isso o motivou a pesquisar a ciência da oração e das preces afirmações, tendo curado a si mesmo através desse método.
Em 1922 viajou para os Estados Unidos, onde estudou Religião, Filosofia e Direito.
Passou muitos anos estudando as principais religiões do mundo, tendo se convencido da existência de um grande poder por detrás de todas elas: o poder que existe dentro de cada um, o poder do subconsciente.
Casou-se com a Sra. Jean que após sua morte revisou suas obras e lançou uma coleção de seis volumes contendo um apanhado abrangente de seus textos (essa coleção foi publicada no Brasil pela editora Nova Era com o nome de AUMENTE O PODER DO SEU SUBCONSCIENTE).
O Dr. Joseph Murphy foi ordenado Ministro da Igreja da Ciência Divina e durante vinte e oito anos foi diretor de nossa Igreja em Los Angeles, mas também tinha formação acadêmica em religiões orientais tendo passado muitos anos na Índia, onde realizou pesquisas na Andhra Research University.
Suas pesquisas na Índia o levaram a criar um sistema de crenças pessoal que o convenceu que muito além dos rituais das religiões havia um poder universal que se manifestava em toda criação e que se encontra dentro do ser humano – o poder de Deus a que ele chamava de Poder do Subconsciente.
O culto ministrado por ele em nossa Igreja era muito concorrido e a ele  compareciam mais de mil e quinhentas pessoas todos os domingos.
Tinha também um programa de rádio muito popular em sua época.
Murphy foi influenciado por Ernest Holmes fundador da Religious Science e autor de muitos livros (ainda não publicados em português) e Emmet Fox, que também foram famosos escritores do Novo Pensamento.
O Dr. Murphy acreditava que  Deus é uma Inteligência Suprema feita de bondade e amor que deseja que todos os seres sejam felizes, prósperos e saudáveis e que isso é um direito inalienável de todo homem.
Se eventualmente não alcançamos esse nível de realização em nossas vidas não é porque estejamos sendo castigados por Deus e sim porque não sabemos utilizar com sabedoria os poderes que Deus nos deu.
O Dr. Murphy também acreditava que podemos usar nossa mente subconsciente para alcançar realizações pessoais através do poder de Deus.
Para ter acesso a essas realizações é preciso praticar o pensamento positivo e a oração científica.
O Dr. Murphy não aceitava o conceito de pecado e achava que o único pecado que pode ser cometido era o de não buscar a felicidade pessoal e o de causar a infelicidade alheia.
Não acreditava em superstições e bruxarias alegando que o único poder dessas coisas está na mente das pessoas que creem nelas.

Joseph Murphy escreveu mais de 30 livros de autoajuda, sendo o mais famoso deles O Poder do Subconsciente, que já foi traduzido em 17 idiomas no mundo inteiro.
Em seus livros o Dr. Murphy ensina que a mente subconsciente, ao receber a sugestão de uma ideia, começa imediatamente a pô-la em prática.
Portanto o importante é conseguir que a mente subconsciente aceite a ideia – e a própria lei que rege o subconsciente trará aquilo que se deseja.
Contudo, a mente subconsciente aceita tudo que lhe é sugerido, mesmo que seja negativo fará com que os resultados venham sejam para o bem ou para o mal.
Por isso o Dr. Murphy sugere que as pessoas utilizem a autossugestão momentos antes de dormir, quando a mente consciente está passiva e não resistirá à ideia que se queira imprimir à mente subconsciente.

Dentre os livros dele publicados em português, destacam-se:

O Poder do Subconsciente
Canções de Deus
Como Usar as Leis da Mente
Como Utilizar o Seu poder de Cura
Conversando com Deus
Energia Cósmica – O Poder Milagroso do Universo
Estas Verdades Poderão Mudar Sua Vida
A Força do Poder Cósmico do Subconsciente
As Grandes Verdades da Bíblia
A Magia do Poder Extra-sensorial
1001 Maneiras de Enriquecer
O Milagre da Dinâmica da Mente
Orar é a Solução
Para Uma Vida Melhor
A Paz Interior
O Poder Cósmico da Mente
O Poder Curativo do Amor
O Poder da Oração
O Poder Milagroso de Alcançar Riquezas Infinitas
Segredos do I-Ching
Sua Força Interior
Telepsiquismo
Viver Sem Tensão

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