11 – A Resposta

31.08.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com a Edileuza:

- O Dr. Natali falou que nada é bom ou mau, apenas é útil ou inútil e que não existem falhas nem fracassos, apenas respostas e resultados. Vocês conhecem o caso das marcas de batom no banheiro? Perguntou a Edileuza.

- Conta aí, vai!

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom.  O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom… Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma longa palestra. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram… No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. NUNCA MAIS APARECERAM AS MARCAS NO ESPELHO!

- Hehehehehe!

- KKKKKKKKKKK!

- Pois é – comentou o Dr. Natali – o zelador conseguiu com seu gesto ser mais eloquente que o diretor!

– Genial, um belo exemplo do que é útil ou inútil. Disse a Silvinha.

- Pelo que eu entendi só é útil aquilo que provoca a resposta desejada. Disse a Rita.

- Isso mesmo, concordou a Edileuza – e complementou – mas vamos agora voltar ao nosso filme.  Vimos o que aquela moça falou a respeito dos Filtros e isso fez com que a gente examinasse aqueles sete conceitos da Neurolinguística.

- Certo.

- Logo em seguida aparece no filme uma outra moça que diz que nós agimos como uma espécie de radar e que das coisas que nos acontecem procuramos sempre aquelas que sejam compatíveis com o que filtramos.  Ou seja só ouvimos aquilo que queremos ouvir. Aquilo que consiga passar pelos nossos filtros.  E o pior é que se estivermos procurando o que está errado só vamos encontrar coisas que estão erradas.  Tem até um diálogo legal que é narrado pelo Gabriel Nossovitch mais ou menos assim: -  Se eu dissesse a você que você sempre quer estar certo e você me respondesse que não e eu disse: Claro que quer.  E você: Claro que não, você nem me conhece! Ficaria claro para você que o que está fazendo é estar certo quanto ao fato de que não quer estar certo!

– Nossa! Que massa! E não é que é mesmo?

– E aí uma outra moça fala que nós não ouvimos nada do que está sendo dito, já que cada um de nós traz uma interpretação pessoal daquilo que está sendo dito.

– Nossa isso se aplica também à nossa reunião aqui!

– É verdade!

– Fico agora pensando se estamos aprendendo algo novo ou se estamos apenas reforçando nossas próprias posições, nossas próprias crenças, aquilo que queremos que seja verdade.

– Opa, é mesmo!

– É e a moça conclui dizendo que ter essa espécie de percepção é o primeiro passo para que seja possível ocorrer a transformação e a consciência.  Não existe nada acontecendo fora da gente, somos nós que damos significado a tudo que nos ocorre. Aliás, a grande questão não é o fato de que você está dando um significado a tudo que lhe acontece e sim que se você não perceber que você é quem dá esse significado não haverá na verdade uma conversação.  Na realidade cada um de nós nada mais é que o resultado de sua conversação interna, da maneira como você interage com o mundo e cria seus conceitos internos.  E logo em seguida aparece um cara que fala que quando nós nascemos e pelos primeiros seis anos de nossas vidas somos como uma espécie de disco virgem que está sendo programado pelas pessoas a nosso redor, na maior parte das vezes por nossos pais ou responsáveis.  Programamos esse nosso disco com experiências positivas ou negativas.  Um outro cara fala que se queremos compreender as pessoas temos que sacar os bebes e que eles estão cheios de paixão, vida e autenticidade.  Os bebes confiam nas pessoas e são amoraveis e que todos éramos assim quando éramos bebes.  Aí vem a pergunta: o que houve depois, porque não somos mais assim?  Quando crianças somos curiosos e recebemos a ajuda de todos ao nosso redor para aprender a andar, a falar, comer, tomar banho, nos vestirmos.  Mas algum tempo lá na frente nos afastamos de nossos pais e vamos para a escola.  Lá temos que lidar com outras pessoas do nosso tamanho e idade aprendemos a nos relacionar e começamos a competir.  Temos que usar tudo que aprendemos em casa e mais um pouco, se não usarmos não vamos nos dar bem, a coisa toda vai encrencar.  Quando crianças nos condicionamos, passamos a ver tudo por um único ângulo.  As perspectivas diante da vida passam a ser meio que radicais pois temos poucas opções.  É como se usássemos óculos com lentes coloridas e temos a tendência a colocar tudo no mesmo saco.  Isso nos faz pensar que a realidade é assim. As mensagens que recebemos de nossos pais variam em conteúdo mas para alguns de nós se resume em que a vida é dura e teremos que aguentar.  Isso passa a ser um papel básico para nós, como se fosse um script de um filme e isso vai gerar a maioria de nossos resultados.  E sejam quais forem os resultados que vamos conseguir, nunca serão os mesmos daquelas pessoas cujo papel básico seja que a vida é fácil.  Isso acaba por gerar padrões em nossas vidas.  Mais tarde esses padrões passam a se reproduzir como padrões em relação ao trabalho, padrões em relação ao dinheiro, padrões para os relacionamentos, padrões para a saúde e por aí vai.

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

 

10 – A Resposta

15.06.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com o Dr. Marco Natali:

- Vamos considerar agora o Sétimo Conceito Fundamental do Transformacionalismo:

7 – Nada é bom ou mau, apenas é útil ou inútil, não existem falhas nem fracassos, apenas respostas e resultados.   Quando uma pessoa se conscientiza disso, adquire a capacidade de fazer escolhas cada vez mais apropriadas; fazer verificações de resultados e se encaminhar inexoravelmente à concretização de seus objetivos.  Se o que faz não a leva aonde tem quer ir, pode escolher fazer outras coisas até que tenha obtido respostas e alcançado resultados desejados.

- O Sr. teria algum exemplo pessoal a respeito da aplicação desse Sétimo Conceito? Perguntou a Rita.

- Tenho vários, vamos ver se acho algum relacionado com nossa Igreja que é uma organização a que todos pertencemos e portanto vai ser mais fácil de compreender.  Ah! Me lembrei de um.  Há alguns anos fiz o curso Empretec do Sebrae e aplicando alguns dos conceitos que lá aprendi percebi que nossa Igreja necessitava de um administrador que a fizesse se desenvolver e crescer.  Apresentada a sugestão ao nosso conselho gestor e tendo sido aprovada, resolvemos contratar um administrador para nossa Igreja, pois minha formação em teologia não acrescentou muita coisa em termos de administração, marketing e procedimentos burocráticos para uma Igreja virtual.  Dispúnhamos de três candidatos mas como a Igreja não poderia arcar com um salário alto para esse cargo os dois primeiros com quem entrei em contato não aceitaram.  Contratei então o terceiro que era um rapaz muito inteligente, com formação universitária e que morava em Ituiutaba lá em Minas.  É interessante fazer um parênteses aqui, a pessoa que era nossa primeira escolha e não aceitou, estava bem empregada mas foi demitida na semana seguinte.

- Nossa é como se Deus tivesse lhe enviado um aviso para que aceitasse o emprego! Disse a Silvinha.

- Sim, de fato era uma oportunidade que Deus estava lhe dando, mas como ela não aceitou na hora em que a convidamos, quando nos procurou para ver se conseguia aquele cargo já estávamos comprometidos com o rapaz de Minas e recusamos. O rapaz veio “importado” lá de Minas, a Igreja lhe ofereceu um lugar para morar, geladeira, fogão e até um carro para suas atividades externas.  A função dele, como já disse, era desenvolver a Igreja e fazê-la crescer.  Expliquei a ele como eram os procedimentos burocráticos do nosso curso ESCP (Estudo Sistemático do Cristianismo Positivista).  Essas atividades de expedição que até então eram parte de minhas funções consistiam em baixar as contribuições pelo COBCAIXA da CEF – Caixa Econômica Federal, contratar uma copiadora para a impressão das remessas (naquele tempo a Igreja enviava as apostilas pelo correio, o que acabou sendo inviável e a partir de Maio de 2013 os envios voltaram a ser apenas por e-mail), ir buscá-las, envelopá-las, endereçá-las, preparar as cartas que acompanham cada correspondência, dar baixa nos envios em um programa administrativo preparado por um grande amigo o Sr. Edson Conselheiro que é atualmente o  administrador (foi o administrador até Maio de 2013) de nossa Igreja e as expedir pelos correios.  A expedição e demais procedimentos burocráticos foram transferidos a esse nosso novo administrador para que aprendesse todos os tramites do trabalho administrativo desde suas funções mais simples para que, quando suas atividades administrativas produzissem resultados ampliados tivéssemos recursos para contratar para ele auxiliares que efetuassem essa expedição de forma que ele pudesse apenas orientá-los e dedicar o melhor de seus esforços para o marketing e outras funções administrativas da Igreja.  Só que não deu certo.  As atividades de expedição que me consumiam três manhãs por semana passaram a ocupar o tempo integral dele e as vezes ele trabalhava até as dez da noite e mal conseguia dar conta!  Ele ficou conosco um ano e depois se demitiu retornando a Minas.  Sua atividade como administrador nunca existiram realmente, embora ele se saísse razoavelmente bem como expedidor.  No decorrer desse período apresentei a ele gráficos e estatísticas a respeito dos desempenhos da Igreja em termos de angariar novos fiéis.   Esses gráficos e estatísticas não eram uma crítica ao desempenho dele como administrador e sim uma resposta aos esforços que ele deveria estar fazendo (embora realmente não os fizesse pois se dedicava exclusivamente ao serviços de expedição e não aos serviços de administração que incluía marketing, estabelecimento de metas e conquistas de objetivos). Hoje, passados alguns anos desde que ele deixou suas funções percebo que talvez ele estivesse vendo as “respostas” (relatórios e gráficos de desempenho) que lhe enviávamos como uma crítica a seu desempenho.  Percebi então que todos nós fazemos isso quando nossas ações e atitudes provocam reações nas outras pessoas.  E o inverso também é verdadeiro, ou seja as ações e atitudes de outras pessoas em relação a nós, são apenas respostas às nossas ações, não representam avaliações, nem fracassos nem implicam em juízos de valor.  Aliás foi uma grande falha minha não tê-lo demitido e ter permitido que ocupasse um cargo cuja função não cumpria, dando oportunidade a quem o fizesse.  Deus em sua infinita bondade o inspirou a se demitir o que foi uma grande benção para todos.

- Para todos?  Como assim?  Ele foi demitido!  Perdeu o emprego!  Como isso pode ser uma benção? Perguntou o Dagoberto.

­- Pois é, acabou sendo uma benção maior para ele do que para nós.  Ele voltou a Minas e por um tempo tentou sobreviver vendendo chaveiros de porta em porta..

- Mas ele não tinha formação universitária?  Como aceitou trabalhar como vendedor de chaveiros?

- É, ele fez esse trabalho por algum tempo, mas depois descobriu sua verdadeira vocação e hoje trabalha preparando Tapioca, hoje é o rei da Tapioca lá em Minas e já deu até entrevista na televisão e só não está milionário criando uma franquia porque não tem o tino empresarial que o teria feito um excelente administrador para nossa Igreja.

- Nossa que legal! Gritou a Edileuza.

- E ele tem ganho grana? Perguntou o Dagoberto.

- Está ganhando muito mais do que ganhava em nossa Igreja.

- Mas se ele tivesse dado certo em seu cargo como administrador com certeza estaria ganhando muito mais na Igreja, não é?

- É verdade, estaria ganhando na Igreja um salário condizente com os resultados que trouxesse, mas talvez não estivesse ganhando tanto quanto ganharia se criasse uma franquia para o negócio dele com as Tapiocas lá em Minas, ele revolucionou o setor criando receitas que mais parecem com pizza do que com tapioca.

- Mas o que importa mesmo é aprendermos que tudo o que nos acontece não é bom nem mau, apenas é algo útil ou algo inútil não é mesmo? Disse a Silvinha.

- Isso mesmo, nem tudo que fazemos dá certo, lembro-me que certa feita comecei a investir na Bolsa utilizando um método de um livro americano mas não deu certo e o que é pior, entusiasmei um amigo a fazer o mesmo e ambos perdemos um bom dinheiro.  Mas isso foi apenas resposta e resultado, me conscientizei disso e fui aprimorando minhas escolhas e o que é mais importante, aprendi a  fazer verificações o que me facilitou fazer escolhas melhores a cada vez que não alcançava os resultados desejados. Isto me permitiu descobrir que não conseguimos chegar a lugar algum se não olhamos os nossos números e pautamos nossas decisões em cima dessa referência. Ou seja, não houve falhas nem fracassos ao perdermos dinheiro na bolsa.  Essa perda nada mais era do que resposta e resultado.  Cada um de nós interrompeu os procedimentos que não traziam resultados e nos capacitamos a fazer escolhas mais apropriadas.

 

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9 – A Resposta

07.06.11 / A Resposta / Author: / Comments: (2)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com o Dr. Marco Natali:

- Vamos considerar agora o Sexto Conceito Fundamental do Transformacionalismo:

6 – As pessoas não são ilhas isoladas – são causa e consequência ao mesmo tempo – cada atitude e reação delas provoca reações nelas mesmas e/ou nas outras pessoas e isso as retro alimenta.  As pessoas se influenciam pelas atitudes e ações que adotam; são influenciadas pelas atitudes e ações que as outras pessoas adotam e são influenciadas pelos efeitos que as atitudes e ações delas provocam em si mesmas e nas outras pessoas.

- Observem que as pessoas participam de uma espécie de Universo Interativo em que umas atuam sobre as outras enquanto convivem entre si.  E o interessante é considerar que não só atuam sobre os outros como atuam sobre si mesmas.  É por isso que algumas pessoas conseguem manifestar uma depressão e outras conseguem manifestar euforia contagiante que chega a eletrizar pessoas que com elas entram em contato.

- Ué, a depressão é auto provocada então? Perguntou a Edileuza.

- Muitas vezes sim, principalmente porque seja o que for que lhe aconteça a depressão não é causada pelo acontecimento e sim por sua reação ao acontecimento. Conversei certa vez com um adestrador de cachorros e ele me disse que um mesmo gesto, um mesmo ato é recebido de forma diferente por cães diferentes.  Ou seja, se ele puxa a guia com força, alguns cães se encolhem e põe o rabo entre as pernas, outros balançam a cauda e reagem como se estivessem brincando com eles.  As pessoas também são assim.  Imagine um cidadão que fuma e acabou de comprar um maço de cigarros e o colocou no bolso da camisa.  Ele está atravessando uma praça e resolve amarrar o cadarço do sapato.  Ao agachar-se para fazê-lo, a carteira de cigarros cai e ele não percebe.  Continua a andar e lá na frente dá por falta dela e volta sobre seus passos tentando encontrá-la.  Nesse meio tempo passa alguém que não fuma, vê o maço de cigarro e o chuta para o lado, ou talvez se abaixe, o apanhe e o jogue em uma lixeira.  Poucos momentos depois alguém que fuma, encontra o maço e fica feliz porque está novinho em folha.  Pouco depois passa por ali o cidadão que perdeu o maço, está olhando pelo chão mas obviamente não o encontra, fica um pouco frustrado e acaba entrando em um bar e comprando outro.  Observe que os estados emocionais dessas pessoas se alteraram não em função dos acontecimentos e sim em função de suas percepções e valores internos que foram diferentes de pessoa para pessoa.

- Como assim?  Se não fosse pelo fato de alguém ter perdido o maço de cigarros nada disso teria acontecido. Disse o Dagoberto.

- Sim e não, em primeiro lugar tem que ter alguém que goste de fumar para o maço de cigarro entrar nessa história e isso é uma percepção pois exige consciência. Aparteou a Silvinha.

- Sem falar que as reações emocionais de cada um deles só ocorreu de acordo com o fato deles apreciarem o cigarro ou não. Falou a Rita.

- Ou seja cada uma delas foi causa e consequência de seus estados emocionais, como afirma o Sexto Conceito Fundamental do Transformacionalismo. Disse a Silvinha.

- Mas tem pessoas que ficam em depressão e outras não. Falou o Dagoberto.

- É exatamente como a história dos cachorros e a história dos caras com o cigarro. Continuou a Silvinha.  Tudo depende como eles percebem a coisa.

- Mas ainda ficamos sem saber o que gera a depressão. Concluiu o Dagoberto.

- Não é bem assim!  VOCÊ ficou sem saber o que gera a depressão.  Para mim ficou bem claro que o que gera a depressão é a percepção das pessoas como a gente aprendeu com esses exemplos.  Fico a imaginar que a depressão começa com algum tipo de desapontamento e que a pessoa depressiva fica “ruminando” o assunto até que ele cresça e tome conta da mente dela. Disse a Edileuza.

- É mais ou menos isso mesmo – aparteou o Dr. Natali – estudar Fritz Perls um dos desenvolvedores da Nova Gestalt que é uma forma de terapia, me fez concluir que a depressão nada mais é que um sinônimo para frustração.  Quem está bem, se sente realizado e atua construtivamente no seu dia-a-dia não se sente deprimido.  Mas quem tenta inúmeras vezes e não consegue colher os resultados desejados acaba frustrado e isso é a ante-sala para que a depressão se manifeste.

- É por isso que o Dalai Lama coloca tanta ênfase na prática da arte culinária. Falou a Rita.

- Não entendi, explica. Disse o Dagoberto.

- Bom, vocês homens eu não sei como fazem, mas nós mulheres quando as coisas começam a dar errado vamos para a cozinha e fazemos um bolo.  Quando o bolo fica pronto a gente tem a sensação de que fez alguma coisa que deu certo e isso elimina a frustração e afasta a depressão.

- Né, não, nem todo bolo dá certo, alguns “batumam”.

- Ué, mas é sempre melhor ter um bolo batumado e um café quentinho do que não ter bolo nenhum.

- Prefiro chá, não gosto de café e prefiro bolo não batumado também.

- Ah vai.  Para de encher!

- Tá, tá, entendi o que você quis dizer.  Um bolo batumado é melhor do que bolo nenhum.  É como sexo, mesmo quando é ruim ainda é bom…

- Eeeeehhh!

- Bom, o importante – continuou o Dr. Natali – é perceber que tudo que fazemos e até mesmo tudo que nos acontece nos influencia de alguma forma, mas apenas na proporção que nos conscientizamos e o permitimos.  Alguém aqui já perdeu um ente querido?

- Eu perdi minha vó, mãe de meu pai.

- E doeu?

- Doeu sim, quando eu soube da morte dela eu chorei bastante.

- Mas enquanto não soube você não chorou?

- …?!  É claro que não, eu só choro quando tenho motivo.

- Vocês notaram que a morte só causa efeitos emocionais quando há uma conscientização de que ela tenha ocorrido?  Antes de saber da morte da avó, a Silvinha não tinha sentido nada.  Foi o saber, a consciência é que precipitou o estado emocional. Não é o fato em si que é capaz de nos trazer frustração ou depressão, é a maneira como o percebemos. Existiu um pensador chamado Epicuro que dizia: “A morte nada significa pois quando estamos vivos ela não está presente e quando ela está presente é nós que não estamos.  A morte nada é nem para os vivos nem para os mortos pois para aqueles ela não existe e quando ela chega estes não estão mais aqui.”

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

8 – A Resposta

30.05.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

8 – A resposta

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com o Dr. Marco Natali:

- Vejamos agora o Quinto Conceito Fundamental do Transformacionalismo:

5 – As pessoas normais (?) estão continuamente buscando o equilíbrio e a harmonia em relação a si mesmas e à interação com as outras pessoas e o mundo (na Psicologia esse processo recebe o nome de homeostase).  Quando uma pessoa faz uma escolha inadequada, isso não significa que seja incapaz de interagir consigo mesma ou com o mundo mas, pode significar que as escolhas que ela fez quando elaborou seu mapa, eram as mais adequadas que podiam (ou sabiam) fazer naquele momento.  Isso pode significar que se você souber respeitar o contexto do mapa dessa pessoa, ela poderá se dispor a acolher uma escolha mais apropriada que lhe seja sugerida através de perguntas apropriadas. 

 - Notem que depois de “pessoas normais”há um ponto de interrogação. Ele está aí porque embora hajam tratados extensos sobre as patologias do comportamento humano. Não existe nada definitivo sobre o que é ser normal. Procurando a respeito na Internet localizei um texto de um psiquiatra o Dr. José Roberto Campos de Oliveira, criador do SOSP (Serviço de Orientação Seletiva em Psiquiatria) que vou ler para vocês agora:

Você é normal?

Outro dia, passei por um casal, na rua, ouvi a moça reclamando pro rapaz: “deixa de ser neurótico, sô!” Eu estava de passagem, não ouvi a resposta nem o motivo da irritação dela. Mas fiquei pensando naquilo, engraçado esse costume de manifestar descontentamento, depreciar alguém, utilizando-se de uma doença, não é? Ela poderia tê-lo insultado de outro modo, escolheu no entanto uma doença, como se uma doença fosse uma espécie de defeito que a pessoa carrega porque quer, como se fosse de propósito que apresenta alguma dificuldade, enfim, como se o sujeito tivesse culpa por agir diferente do desejo dela, ou mesmo ao contrário do que a maioria das pessoas agiria. Seria o mesmo que xingar alguém que o desagradou de alguma maneira: “deixa de ser diabético, sô!”, ou “deixa de ser cardiopata!”.  Ela estava querendo dizer, claro, que achava doentio algum comportamento ou comentário dele. Mas, o que é mesmo ser normal? Será que é tão fácil assim definir isso? Todo mundo precisa de explicações detalhadas de tudo. Precisamos definir o que é ser doente mas também pensar um pouco no que é ser “normal”. Talvez o que a moça considerou “neurótico”, seja apenas uma variação de um comportamento normal. Quando eu era adolescente, gostava muito daquela brincadeira que geralmente meninas iniciavam, vinham mostrar prá gente e pedir nossa contribuição (dos meninos). Escritas nos seus cadernos, essas tentativas de definição do amor, sempre começavam assim: “Amar é….”. Vinha então uma listinha comprida, com a opinião e frases de autores conhecidos e de colegas. Lembro-me que algumas definições provocavam reações de riso na molecada que achava aquilo muito piegas. “Amar é ser eternamente responsável por quem se ama” (Saint-Exupéry – O pequeno príncipe). Quá, quá, quá, respondia a molecada, uns insensíveis. Aí vinha o xingamento das meninas, certeiro, preciso: “deixa de ser besta, sô!” Em homenagem àquelas meninas, venho agora repetir a velha brincadeira, utilizando a opinião de diversos autores, com um “Ser normal, é:

Ter capacidade de lidar com conflitos emocionais, ser capaz de sentir prazer, ser capaz de amar e ser amado;

Ser capaz de viver, durante a maior parte do tempo, sem medo, culpa ou ansiedade e assumir a responsabilidade pelas próprias ações;

Ser capaz de conseguir um desenvolvimento da personalidade com um funcionamento adulto e maduro; significa ser capaz de experimentar afetos flexíveis e resolver conflitos ativamente com sucesso razoável;

Não ter transtornos físicos severos, não ter doença mental severa, quase não ter psicopatologia nenhuma a maior parte do tempo; (esquisita essa, ser normal é não ser doente!)

Ter relacionamentos relativamente bons com os pais, irmãos e grupos de iguais;

Ter um sentimento de fazer parte de um ambiente cultural mais amplo e ter consciência de suas normas e valores;

Ter capacidade de se ajustar ao mundo externo com satisfação e ser produtivo;

Ter superado empecilhos evolutivos, nas diversas fases da vida, de forma satisfatória.

É lógico que essa listinha é muito mais ampla, como também era aquela do ”amar é”. Sempre alguém tem alguma coisa contra, uma ressalva, ou alguma coisa a acrescentar a uma lista desse tipo. Sem pretender esgotar nem restringir o assunto, me parece que a ideia de que ser normal é conseguir ter um processo de desenvolvimento psicossocial otimizado, com progressiva conquista de um funcionamento maduro da personalidade, é muito útil.

- Percebam que embora essa descrição de qualidades seja interessante e mereça uma reflexão, não há de fato, uma definição padrão para o que seja normalidade.  Derivada da palavra “norma” no sentido de “regra” ou “padrão” a normalidade consiste em não destoar da média, em buscar semelhança com a maioria.  Mas convenhamos agir assim, não é nada normal pois condena a expressão individual à mesmice.

- Ué, mas não há mesmo uma definição universalmente aceita a respeito do que é “ser normal”?  Perguntou a Edileuza.

- Li em algum lugar que Freud tinha muita fixação a respeito da sexualidade humana e que descreveu que uma pessoa normal é aquela que gosta de pessoas do sexo oposto.  Disse a Rita.

- Só se for no tempo dele, hoje em dia essa definição seria considerada homofóbica e até passível de um processo.  Afirmou o Dagoberto.

- Ok, ok, vamos nos ater ao texto do Quinto Princípio para não nos perdermos em polêmicas inúteis.  Sugeriu a Silvinha.  O que acha Dr. Natali?

- Bom, o Quinto Princípio sugere o equilíbrio, aquilo que na Psicologia se denomina homeostase.  Ele também menciona que uma eventual falta de equilíbrio em geral se fundamenta em uma escolha incorreta que pode ser revista em busca do equilíbrio.  Também cita que eventuais desequilíbrios ocorrem principalmente porque algumas escolhas foram feitas em épocas em que os valores que prevaleciam eram outros, o contexto era outro.  Podiam até ser adequadas quando foram feitas mas que o equilíbrio teria que ser restaurado à medida em que os conceitos e os valores se alterassem.  Ou seja, é preciso flexibilidade para que o equilíbrio seja mantido.  Também enfatiza a importância de respeitar o conceito manifesto pelo mapa das outras pessoas, o que é mais ou menos o mesmo que um incentivo a aceitar os outros como eles são.

- Desde que não gerem comportamentos demasiado aviltante ou inaceitável, né? Aparteou a Edileuza.

- Com certeza. Finalizou a Silvinha.

 Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

7 – A Resposta

24.05.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com o Dr. Marco Natali:

- Vejamos agora o Quarto Conceito Fundamental do Transformacionalismo:

4 – Nenhum mapa é “melhor” ou “maior” do que o mapa de uma outra pessoa de uma mesma cultura.  Isso é verdade por duas razões: a) Todo  mapa era  o mais ecológico e adequado possível, para o momento e as circunstâncias em que foi criado e; b) Independente das intenções de cada pessoa, o valor de sua comunicação está na resposta que ela obtém das outras pessoas.

- Notem que aqui temos uma verdadeira democracia e não há espaço para preconceitos. Ou seja, ninguém tem a capacidade de julgar o mapa de outra pessoa, já que a qualidade do mapa não está em sua aceitação por parte de outras pessoas e sim na competência em permitir que a pessoa que o possui interaja com o meio em que vive.  Se o mapa é adequado para a interação ele é um mapa adequado, não existe esse negócio de ser melhor ou maior.  E aqui é possível compreender o problema da má comunicação.  A pessoa que se comunica mal tende a culpar as outras pessoas por não ser compreendida.  Mas na verdade é você o único responsável pela resposta que você obtém em um processo de comunicação.  Se a resposta que você obtém não o satisfaz quem falhou na comunicação foi você.  Esse é um problema que acontece muito em manuais de usuários.  Você compra uma TV e ao instalá-la recorre ao manual e não consegue entender o que está lá.  Por que não?  Porque o técnico que o preparou, provavelmente um engenheiro, utilizou um “mapa de engenheiro” para redigi-lo, ou seja, outro engenheiro vai compreender perfeitamente bem o que ali está, mas uma pessoa comum não é um engenheiro portanto nem sempre vai conseguir entender.  O ideal seria que a empresa que fabrica televisores contrate um escritor para escrever o manual e não um engenheiro.  Isso também ocorre em livros sobre informática, o autor, muitas vezes um técnico, escreve com o pressuposto que o leitor entende uma série de outras coisas básicas que deveria ter aprendido antes de ler o livro.  Qualquer pressuposto é uma falha na comunicação.  É por isso que os técnicos são hábeis executores em termos de seus conhecimentos técnicos mas péssimos comunicadores pois em geral só conseguem se comunicar plenamente com pessoas que possuam um nível de compreensão técnica idêntica ou semelhante a deles.

- É para isso que existe a didática. Disse a Rita.
- Sim, não só a didática quanto a Andragogia.
- Andra o quê? Perguntou o Dagoberto.
- Andragogia é a pedagogia adequada aos adultos.  Ou seja, a pedagogia é a didática para ensino das crianças e a andragogia é a didática para o ensino dos adultos.
- E qual é a diferença? Perguntou a Edileuza.

A ANDRAGOGIA:

 

 

 

Esquema demonstrativo da Andragogia.

Esta ilustração sobre Andragogia foi obtida na Internet.

 

 

1. Necessidade de saber: o adulto quer aprende apenas coisas úteis com o objetivo de alcançar ganhos em sua vida, melhorar a organização de vida, as tomadas de decisões os relacionamentos e muitas coisas mais.

2. Auto conceito: o adulto já sabe que é o responsável por suas decisões e por sua vida, portanto busca estratégias que lhe  permita aumentar suas capacidades de gerir com mais competência sua vida.

3. As experiências:  o adulto aprende a partir de suas  próprias experiências.  Um dos objetivos ao aprender é alcançar condições para uma vida mais bem sucedida.

4. Aplicabilidade: os temas que busca aprender são voltados às necessidades que todos os adultos têm nas  situações reais de seu dia-a-dia.

5. Contexto: não gosta de perder tempo, os assuntos tratados devem estar contextualizados  para sua aplicação e utilidade.

6. Motivação:  selecionando assuntos claros, objetivos, úteis e aplicáveis às suas vidas, os adultos encontrarão em suas próprias vidas a motivação para prosseguirem na busca do conhecimento.  Procuram aprender o COMO e não apenas O QUE.

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

6 – A Resposta

17.05.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com o Dr. Marco Natali:

          – Bem – disse o Dr. Natali retomando a palavra – eu disse que a respostas estava contida no Segundo Conceito Fundamental do Transformacionalismo, vamos revê-lo.

            2 – A partir do momento que formam um mapa do mundo, as pessoas passam a responder ao mundo, a partir dos conceitos que estão nesse mapa.

- Ou seja, é difícil que nossas ações sejam verdadeiramente originais, na maior parte das vezes apenas estamos reagindo de acordo com os conceitos que aceitamos e que formaram nosso mapa.

            - É como se seguíssemos o roteiro de um filme né?  Disse a Edileuza.  A gente está mais ou menos representando um papel.

            – Sim, de alguma forma representamos o papel que está em nosso mapa, mas não o percebemos dessa forma, para cada um de nós estamos agindo com naturalidade, porque essa é a nossa naturalidade. E o que é pior, se o nosso mapa não tiver flexibilidade e capacidade de se adaptar às circunstâncias que mudam continuamente, teremos problemas em interagir com o mundo, como afirma o Terceiro Conceito Fundamental.

            – E o que diz o Terceiro Conceito?

            – Vou citá-lo textualmente:

3 – As chances de obter harmonia na vida familiar, social ou profissional, são diretamente proporcionais à flexibilidade dos mapas que cada pessoa tem dentro de si.  Considerando-se que a realidade está continuamente mudando, é mais vantagem ter um mapa flexível do que ter um mapa idêntico à realidade.

            – Como assim? Como que a realidade pode estar continuamente mudando?  As coisas não são sempre iguais?

            – As coisas da natureza evoluem lentamente de forma que podemos nos adaptar mas algumas coisas mudam abruptamente.  O tempo por exemplo.  Você sai de casa com sol e de repente começa a chover.  De acordo com o seu mapa você adota um procedimento qualquer que é um padrão (mapa) para você.

            – Ué, é só abrir o guarda chuva.  Disse o Dagoberto.
- Mas se estava sol, como é que você tinha um guarda chuva?  Argumentou a Edileuza.
- Se eu não estiver com um guarda chuva, vou me abrigar e esperar a chuva passar.
            – Tem muita gente que continua a caminhar embaixo da chuva se ela não estiver muito forte.

            – Vi uma reportagem uma vez – disse a Silvinha – que mostrava que a maioria das pessoas não abre o guarda chuva enquanto a chuva ainda está fraca.
            – É por isso que a chuva leve que aqui chamamos de chuvisco, em Portugal é chamada de “molha tolos”.
            – KKKKKKKKkkkkkkk!  Que hilário!

            – Notem – Falou o Dr. Natali – que não é só o tempo que muda, muita coisa muda.  Por exemplo, você está dirigindo e sofre uma fechada.  Não há tempo de pensar, você joga o carro para o lado ou freia por uma questão de reflexo.  Mas antes do reflexo existir, houve uma informação qualquer que foi filtrada pelo seu mapa.  E em termos de interação com as outras pessoas é ainda mais complicado pois cada pessoa tem um mapa e os mapas das outras pessoas não são necessariamente iguais ao seu.  Daí a importância de você se adequar, se adaptar aos mapas das pessoas ao seu redor, mesmo preservando o seu, ou seja, mantendo sua individualidade.

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

5 – A Resposta

09.05.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra agora está com o Dr. Marco Natali:

– Concordo em explicar melhor os conceitos da Neurolingüística transformacionalista mas vou me limitar a esses conceitos pois o objetivo desta reunião é tratar do tema do filme A RESPOSTA, está ok?

– Sem problemas, é que o que o Sr. ensinou está parecendo mais interessante que o filme! Disse a Rita.

– Vocês podem encontrar tudo isso e muito mais no curso sobre Programação Neurolingüística Transformacionalista que vocês podem comprar lá na UNICEFA. Eu disse.
– Uni o que? Perguntou o Dagoberto.
– UNICEFA – Universidade Livre de Ciências Filosofia e Artes do Brasil, você podem acessar o site através do nosso blog.
– Ué, mas eu não encontrei nada disso lá no blog. Falou o Dagoberto.
- É que você tem que ir nos links né seu bobão.
- É um pamonha mesmo.
- Em vez de ficarem aí me azucrinando vocês podiam me ensinar logo como faço para encontrar o link.
- Isso é fácil – Eu disse – basta procurar na coluna da esquerda em CATEGORIAS, tem lá LINKS RECOMENDADOS, é bem simples.
- É, você entra lá e tem várias opções é só clicar no link certo. Disse a Edileuza.
- Bem – disse o Dr. Natali retomando a palavra – vamos rever o Primeiro Conceito Fundamental:

1 – As pessoas não têm a capacidade de perceber a realidade exatamente como ela é, assim sendo, codificam dentro de si aquilo que aprendem de suas percepções da realidade e formam dentro de si um mapa do mundo.

Se vocês estudarem um pouquinho de biologia e tiverem um mapa parecido com o meu, certamente irão descobrir maravilhados alguns fatos surpreendentes. Alguma vez vocês esqueceram um papel de bala sobre o criado mudo, para descobrir no amanhecer do dia seguinte que ele está infestado de formigas?
- Já aconteceu comigo. Disse o Dagoberto.
- Esse cara é um desleixado mesmo!
- Ah vai! Foi só um papel de bala pô.
- Vocês já notaram que basta você comprar frutas e em poucos dias a casa esta cheia de mosquitinhos de fruta?  Vocês sabiam que o tubarão “sente” a quilômetros de distância o sangue dos ferimentos de pessoas que caem no mar?
- Uau, isso eu já vi nos filmes!
- O Dagoberto foi dormir e não havia nenhuma formiga visível no quarto dele; de manhã ele acordou e o papel de bala estava infestado de formigas.
- É foi isso mesmo!
- Como que elas encontraram o papel de bala, no escuro e em cima do criado mudo?  Há  meses  vocês  não  viam nenhum mosquitinho de frutas, mas vocês resolvem comprar algumas frutas e os mosquitinhos aparecem – de onde eles vieram? Como descobriram que vocês haviam comprado frutas (e não o vizinho de vocês por exemplo)?
- Ah!  Sei lá eles devem ter uma espécie de radar ou coisa assim.
- Acho que eles têm uma percepção qualquer que nós não temos, ou uma espécie de intuição. Talvez até seja o instinto.
- Bom, poderíamos conversar interminavelmente sobre casos assim, mas o que importa é que há dimensões de percepção que estão muito além das capacidades perceptivas possíveis ao homem. Esse é o primeiro ponto a considerar.  As perguntas são: Que parte, em que quantidade e em que proporção nossos sentidos são capazes de perceber o mundo que nos cerca? Comparando nossos sentidos com os dos insetos, perdemos de longe, somos totalmente embotados em nossa capacidade de perceber o mundo. Mas e se compararmo-nos com os outros seres humanos?  Procure algum objeto de cor vermelha em sua casa e segure-o nas mãos. Como que você sabe que esse objeto é de cor vermelha? Não existe nenhum instrumento ótico no mundo, capaz de provar que a cor que você vê seja a mesma cor que eu vejo. Quando você era um bebe, houve um momento em seu processo de aprendizagem em que sua mãe apontou para um determinado objeto e lhe disse a palavra “vermelho”. Depois apontou outros objetos da mesma cor e os chamou de vermelho também.  Foi assim que você aprendeu que o objeto que está na sua mão tem a cor vermelha.  Mas não há nada no mundo capaz de provar que essa cor que você vê seja a mesma cor que a sua mãe vê quando olha para o mesmo objeto.
- Nosssaaaaaaaa!  Eu nunca tinha pensado nisso! Disse a Edileuza.
- É mesmo né?
- E o que isso prova?  Isso prova que vocês estabeleceram uma convenção; um rótulo; um paradigma no que se refere a essa cor.  Como as outras mães do mundo fizeram a mesma coisa, todos nós olhamos para esse objeto e dizemos que ele é vermelho.  Como todos nós estamos falando a mesma palavra (vermelho) ao nos referirmos à cor desse objeto, criamos dentro de nós o pressuposto que estejamos vendo a mesma cor.
- Mas isso pode não ser verdade? Perguntou a Rita.
- Sim, pode não ser verdade.
- Podemos estar vendo outra cor então e chamando essa cor que vemos de vermelho?
- Sim podemos e aliás é o que fazemos mesmo. Suponha por exemplo que quando sua mãe vê esse objeto, ela esteja vendo a cor verde, mas, como ela aprendeu com a mãe dela a chamar essa cor de vermelho, ela lhe ensinou a chamá-la de vermelho também.  Você ao olhar para esse objeto está vendo a cor azul, mas como sua mãe lhe ensinou a chamar de vermelho a essa cor, você sempre a chama de vermelho. Cada um de vocês, quando encontra esse tipo de cor a classifica de vermelho (mesmo que sua mãe esteja enxergando a cor verde e você esteja enxergando a cor azul) e como vocês estão falando a mesma palavra, pressupõem estar vendo a mesma cor.
- Nossa que loucura!
- Eu nunca tinha pensado nessa possibilidade.
- Nem eu!
- Pois bem, esses pressupostos que estão dentro de você e que lhe permitem perceber o mundo ao seu redor – mesmo que de uma maneira completamente diferente da realidade – chamamos de mapa.  E cada pessoa do mundo tem um mapa diferente do seu, mesmo que pareça igual (devido aos pressupostos e às convenções).
- Que maluquice!
- Da hora!
- Eu tô vendo um treco marrom e chamo ele de vermelho.  Mas como você também chama, você pensa que estamos vendo a mesma cor.  Tá ligado?
- Irado!
– Vocês conseguem perceber que apesar de denominarem uma determinada cor pelo mesmo nome, isso não significa que cada um de vocês esteja vendo a mesma cor?
– Céus!  E não é que é mesmo?
– Espero que o conceito de pressuposto e rótulo esteja bem claro para vocês, para que possamos prosseguir.  Quando vocês passam por um processo de aprendizagem (seja através da educação formal, seja através do convívio com as outras pessoas, seja através de suas próprias conjecturas), a aprendizagem é rotulada, por você ou pelos outros, para que possa ter um sentido formal dentro de você.  A grande questão que se apresenta é que o rótulo nada tem a ver com a realidade tangível.
- Quer dizer que é apenas um nome, não precisa necessariamente ser a mesma cor!
- Verdade, um nome nada tem a ver com o objeto que esteja denominando. Ramakrishna, um pensador indiano, costumava dizer que se você estiver no meio do deserto, souber falar trinta idiomas e clamar por água nesses trinta idiomas, ainda assim morrerá de sede. Saber nominar um rótulo não significa conseguir alcançar aquilo que ele representa. E  o  que  é  pior,  cada  rótulo gera dentro de você um pressuposto que pode ser completamente diferente da realidade.
– Puxa, estamos ferrados! Disse o Dagoberto.
- Tá não seu bobo, é só falarmos as mesmas palavras e pensaremos que está tudo certo. Disse a Edileuza.
- E assim a gente vai vivendo na mais completa ilusão. Falou a Rita.
– Esses pressupostos vão se encaixando uns nos outros e acabam por formar um todo conceitual único que tenta refletir a realidade do mundo lá fora e que é chamado de mapa. Acontece que cada pessoa tem dentro de si um mapa diferente.
– E quando trocam ideias falam da mesma coisa mas percebem essa coisa de maneira diferente. Disse o Henrique.
- E é aí que começam os problemas de relacionamento; você conhece uma pessoa, conversa com ela usando os mesmos rótulos que ela usa, mas, como o significado que cada um de vocês dá a cada rótulo é diferente, vocês pensam que estão conversando sobre o mesmo assunto mas estão conversando sobre assuntos completamente diferentes. E sabe por que isso acontece?  A resposta é bem simples e está contida no Segundo Conceito Fundamental do Transformacionalismo.

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

4 – A Resposta

19.04.11 / A Resposta / Author: / Comments: (2)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA a palavra continua com a Rita:

– Mas a gente, tá aqui para tentar entender o filme A RESPOSTA, estão lembrados? Disse a Rita.

– Isso mesmo, vamos voltar para o filme.

– Vamos rever a última parte que nós vimos.  Na última parte que vimos aparecem várias pessoas falando, um deles que é um treinador do transformacionalismo chamado Gabriel Nossovitch diz que devemos perceber a conversa que temos conosco mesmos.  Que devemos estar atentos a nossas reações a nossos julgamentos automáticos e às nossas crenças.  Foi então que o Dr. Natali nos falou que somos todos frutos do ambiente em que crescemos e que isso tem muito a ver com as crenças dos nossos pais e parentes mais próximos.

– E com o país em que vivemos e com a cidade em que nascemos e com tudo o mais que influencie nossas vidas. Complementou a Edileuza.

-É e vamos comentar agora mais um pedacinho do filme.  Logo em seguida ao Gabriel Nossovitch aparece uma outra treinadora do transformacionalismo que diz que percebemos as coisas de acordo com nossos filtros, de acordo com nossas perspectivas de vida.  Tudo o que falamos e tudo que os outros dizem está passando pelos filtros que temos dentro de nós, tudo o que dizemos é filtrado pelos nossos filtros e tudo que os outros dizem não chega a nós como é de fato.  Só chega a nós uma parte do que os outros dizem, a parte que consegue passar pelos nossos filtros.  A gente não consegue ouvir de outra forma. Gostaria que o Dr. Natali explicasse isso para a gente.

– Bom, em primeiro lugar é preciso que aprendamos a distinguir a diferença entre ouvir e escutar. Iniciou o Dr. Marco Natali.

– Ué e não é a mesma coisa? Perguntou o Dagoberto?

– Alguém aqui sabe a diferença entre ouvir e escutar? Perguntou o Natali.
– Eu sei. Disse a Silvinha.
– Então conte para nós.
– A gente escuta quando algum ruído, barulho ou som, chega a nossos ouvidos.  Mas a gente só ouve quando prestamos atenção.

– Excelente resposta.  Escutem o barulho dos carros passando lá fora.

– …. Todos ficaram escutando os ruídos.  Ouvimos um cachorro latindo ao longe e em seguida ouvimos o barulho de um veículo se aproximando.

-Pelo som que estão ouvindo conseguem saber que tipo de veículo é?
– É uma Kombi. Gritou a Edileuza.
- É um fusca. Falou o Dagoberto.

Corremos para a janela e de fato era um fusca.

– Quando vocês ouviram o cachorro latindo e o barulho do motor do veículo, vocês estavam escutando, mas quando tiveram que identificar qual era o veículo, tiveram que ouvir, ou seja, prestar atenção e utilizar os “filtros” de percepção para encontrar semelhanças com alguma coisa que já conheciam antes.
- Nossa!  E não é que é mesmo!
- Observem que a realidade que percebemos está quase que exclusivamente moldada à nossas percepções ou seja às ideias que formamos a respeito do mundo ao nosso redor.  Isso é chamado de filtro na Neurolinguística e os filtros estão inseridos em nossos mapas.  Mapas da realidade.
- Opa agora complicou!
- Vocês vão entender facilmente ao ouvirem uma pequena história.
- Oba!

– Há muito, muito tempo atrás, numa época em que nem sequer os sapatos haviam sido inventados, um rei com pés sensíveis reuniu seus conselheiros e exigiu que seu reino fosse totalmente atapetado para não ferir seus sensíveis pés reais.  Queriam que fossem atapetados os campos, as florestas, os vales e as montanhas.
- Que rei maluco!
- Pois é.  Os conselheiros do rei perceberam a impossibilidade dessa tarefa mas pediram três dias ao rei para apresentarem uma solução. Três dias depois se reuniram novamente e os conselheiros apresentaram ao rei o primeiro par de sapatos, feito com pedaços de tapetes costurados na forma dos pés do rei.  E assim o rei pode caminhar por seu reino e o fez caminhando sobre tapetes, sem ter que matar a grama dos campos e as florzinhas da montanha…
- Nossa que ideia legal!
- Muito boa mesmo!
- Uau e foi assim que criaram os sapatos!
- Não sua boba, é só uma história.

– É, é só uma história.  Mas serve para percebermos que as soluções que encontramos em nossas vidas nada mais são que adaptações que fazemos e que elas sempre são proporcionais a nossas capacidades.
- Do mesmo jeito que os sapatos eram proporcionais ao tamanho dos pés do rei.
- Isso mesmo.  Mas os conceitos envolvidos são bastante extensos e para entendermos bem a questão do Mapa e dos Filtros é preciso compreender alguns conceitos fundamentais do Transformacionalismo.  Notem bem que o Transformacionalismo que conheço é o sistema que criei para ensinar a Neurolinguística.  A Neurolinguistica é também conhecida como Programação Neurolinguística e eu a aprendi com o próprio John Grinder, criador dessa matéria, de quem fui aluno.  Mas, como a própria Neurolinguística ensina, só percebemos do mundo aquilo que nossos Mapas permitem.  Assim sendo cada professor de Neurolinguística a percebe e a ensina, de acordo com as percepções (Filtros) que estão em seu Mapa.  Eu por exemplo percebi na Neurolinguística um grande potencial para a transformação pessoal, portanto criei o Transformacionalismo.  Evidentemente que o Transformacionalismo que ensino em meus cursos de Neurolinguística não é o mesmo que os autores de A RESPOSTA ensinam nesse documentário.
- Porque eles também percebem o mundo de acordo com o Mapa deles. Disse a Rita.
- Certamente.  Mas vamos analisar um pouco essa história de Transformacionalismo.  Segundo o meu método, o Transformacionalismo é palco de uma transformação que ocorre de dentro para fora, de forma consciente e disciplinada.  Ao passo que o que ocorre com a maioria das pessoas são as transformações de fora para dentro.  O que dá margem a manipulações, a influências culturais e por aí afora.  Se você adota um padrão de comportamento social, sem que ele tenha surgido de dentro de você, a partir de suas verdades fundamentais, você está apenas aceitando uma transformação de fora para dentro e se tornando vítima da manipulação social.  Mas se você busca a origem das verdades fundamentais dentro de si, descobre como elas foram colocadas aí e as transforma e atualiza de acordo com suas vivências e experiências pessoais, é isso que é praticar o Transformacionalismo.

– Interessante.  Então quando alguém nos impõe conceitos que não são nossos estão atrapalhando nosso amadurecimento?! Gritou o Dagoberto.
- De certa forma sim.  Se você “faz a cabeça de alguém” impondo-lhe conceitos seus, sem permitir que a pessoa amadureça esses conceitos dentro de si mesma, você está impondo uma transformação de fora para dentro e está manipulando.  Se você ajuda as outras pessoas a crescerem interiormente respeitando suas convicções pessoais não emitindo opiniões conclusivas e limitando-se a fazer perguntas apropriadas que lhes permitam descobrirem as origens de seus próprios paradigmas de forma a transformarem a si mesmas sem imposições, você está praticando o Transformacionalismo.

– Nossa quero saber mais a respeito disso. Disse a Edileuza.
- Você pode comprar o curso de Neurolinguística do Natali, coloquei um link lá no Blog. Eu disse.

– Vamos aprender agora os conceitos fundamentais do Transformacionalismo de acordo com o método que criei – Disse o Natali - São apenas sete os conceitos fundamentais:

1 – As pessoas não têm a capacidade de perceber a realidade exatamente como ela é, assim sendo, codificam dentro de si aquilo que aprendem de suas percepções da realidade e formam dentro de si um mapa do mundo.

2 – A partir do momento que formam um mapa do mundo, as pessoas passam a responder ao mundo, a partir dos conceitos que estão nesse mapa.

3 – As chances de obter harmonia na vida familiar, social ou profissional, são diretamente proporcionais à flexibilidade dos mapas que cada pessoa tem dentro de si.  Considerando-se que a realidade está continuamente mudando, é mais vantagem ter um mapa flexível do que ter um mapa idêntico à realidade.

4 – Nenhum mapa é “melhor” ou “maior” do que o mapa de uma outra pessoa de uma mesma cultura.  Isso é verdade por duas razões: a) Todo  mapa era  o mais ecológico e adequado possível, para o momento e as circunstâncias em que foi criado e; b) Independente das intenções de cada pessoa, o valor de sua comunicação está na resposta que ela obtém das outras pessoas.

5 – As pessoas normais (?) estão continuamente buscando o equilíbrio e a harmonia em relação a si mesmas e à interação com as outras pessoas e o mundo (na Psicologia esse processo recebe o nome de homeostase).  Quando uma pessoa faz uma escolha inadequada, isso não significa que seja incapaz de interagir consigo mesma ou com o mundo mas, pode significar que as escolhas que ela fez quando elaborou seu mapa, eram as mais adequadas que podiam (ou sabiam) fazer naquele momento.  Isso pode significar que se você souber respeitar o contexto do mapa dessa pessoa, ela poderá se dispor a acolher uma escolha mais apropriada que lhe seja sugerida através de perguntas apropriadas.

6 – As pessoas não são ilhas isoladas – são causa e consequência ao mesmo tempo – cada atitude e reação delas provoca reações nelas mesmas e/ou nas outras pessoas e isso as retro alimenta.  As pessoas se influenciam pelas atitudes e ações que adotam; são influenciadas pelas atitudes e ações que as outras pessoas adotam e são influenciadas pelos efeitos que as atitudes e ações delas provocam em si mesmas e nas outras pessoas.

7 – Nada é bom ou mau, apenas é útil ou inútil, não existem falhas nem fracassos, apenas respostas e resultados.   Quando uma pessoa se conscientiza disso, adquire a capacidade de fazer escolhas cada vez mais apropriadas; fazer verificações de resultados e se encaminhar inexoravelmente à concretização de seus objetivos.  Se o que faz não a leva aonde tem quer ir, pode escolher fazer outras coisas até que tenha obtido respostas e alcançado resultados desejados.

– Puxa!  Daria para o senhor explicar esses conceitos de uma forma fácil para a gente entender melhor?
- É claro que sim.

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

 

3 – A Resposta

20.03.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

3 – A resposta

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o pastor Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico da A RESPOSTA o assunto foi introduzido pela Rita:

- Gente, isso me lembra um filme muito interessante que eu assisti. Disse a Rita.

– Qual?. Perguntou a Edileuza.

– O nome em português é MÃOS QUE CURAM.  O nome em espanhol é EL MAL AJENO mas o mais interessante é o nome em inglês e é sobre isso que eu quero falar, em inglês o filme se chama FOR THE GOOD OF OTHERS… (para o bem dos outros).

– Qual é o assunto do filme? Interrompeu o Dagoberto.

– É a história de um médico que recebe o dom de curar colocando as mãos nos pacientes.

– Opa, parece legal, eu quero assistir -  disse a Edileuza – você gostou?

– Eu achei legal sim, mas como eu disse o nome em inglês é PARA O BEM DOS OUTROS, e …

– Onde está passando? Insistiu a Edileuza.

– Minha tia Marli trouxe de uma viagem que ela fez aos Estados Unidos, não sei se você acha por aqui.

– Acha sim - eu disse – é só entrar no Google, digitar o nome e você vai encontrar várias opções para fazer o download.

– Mas eu não sei inglês!

– Não precisa sua boba, pode baixar uma versão em português.

– COMO EU ESTAVA DIZENDO – começou a falar bem alto a Rita – o nome em inglês é PARA O BEM DOS OUTROS e o grande problema desse médico é que ele só consegue curar as pessoas estranhas, não consegue curar as pessoas que ele ama.

– Ué, então de que serve esse poder se você não pode curar quem você gosta? Aparteou o Dagoberto.

– É, e o pior é que o pai dele fica doente e a filha dele também.

– Como que ele resolve esse problema? Perguntou a Silvinha.

– Bom, isso eu não vou contar senão vai estragar o filme para vocês.

– É, não conta não que eu quero assistir.

– Mas eu gostaria da opinião do Dr. Natali sobre isso, pois acho que o tema do filme tem tudo a ver com o documentário A RESPOSTA.

– Bom, pelo que vejo esse filme trata de amor ao próximo, ou seja, ajudar o próximo, é isso? Perguntou o Natali.

– É, é bem isso mesmo, esse médico só consegue ajudar os outros, os estranhos não sua própria família, é uma espécie de preço a pagar.

– Bom, esse é um assunto que tem a ver com os três mandamentos que Jesus nos deu, esse foi o segundo mandamento de Jesus não foi Silvinha? Perguntou o Natali.

“Amarás ao próximo como a ti mesmo.” Mt 22:38 Respondeu a Silvinha.

– Ah, mas isso não responde à questão de pagar o preço, esse médico conseguia ajudar o próximo mas não conseguia ajudar sua família.

– Essa é uma queixa sempre presente na família dos grandes homens públicos e mesmo das grandes figuras religiosas.

– É na Bíblia mesmo tem o caso de Jesus que despreza sua família e valoriza seu próximo. Aparteou o Dagoberto.

– Epa peraí, “despreza” é uma palavra muito forte. Disse a Edileuza.

– É, eu sei do que você está falando – disse a Silvinha – está em Mateus de 12:46 até o fim desse capítulo.  Mas não diz lá que Jesus despreza a família dele e sim que ele inclui os crentes como sua família.

– É isso mesmo. Concordou a Rita.

– Como eu dizia – retomou a palavra o Dr. Natali – é muito comum que as grandes figuras públicas sejam acusadas de abandonar seus parentes e se dedicarem à grandes causas públicas.  Paulo de Tarso, depois que encontrou sua fé, saiu de sua terra e foi pregar em terras distantes. Nelson Mandela acabou preso e ficou muito tempo longe de sua família. O filho de Gandhi se queixava que ele não tinha muito tempo para os filhos.

– E ele não tinha mesmo? Perguntou o Henrique.

– Bom, um estadista é um homem muito ocupado mas acredito que essa percepção sempre haverá entre filhos e pais e que há filhos mais carentes que outros. Eu mesmo só conheço uma história do filho e  do neto de Gandhi se não me engano.

– Conte, conte, conte. Insistiu a Edileuza.

– Bom, vocês sabem que sofro de AGT (Amnésia Global Temporária) e portanto minha memória anda meio fraca não me lembro muito bem se é de fato a história do filho do Gandhi, não tenho bem certeza.

– Ah conta vai!

– O que importa é o conteúdo moral das histórias que o senhor conta. Disse a Silvinha.

– Pois bem, pelo que eu me lembro a história é mais ou menos assim.  O filho do Gandhi estava meio adoentado e pediu para seu filho (neto de Gandhi) ir à oficina por volta do fim da tarde para apanhar o carro que estava sendo consertado e depois ir buscá-lo no escritório por volta das seis horas.  Mas, mais ou menos em torno das três, o mecânico ligou e disse ao rapaz que o carro já estava pronto.  Ele passou na oficina pouco depois, retirou o carro e resolveu dar um passeio.  Quando estava passeando encontrou umas amigas e foram tomar um lanche.  Com o bate papo que se seguiu ele se distraiu e esqueceu do pai.  Quando deu por si eram mais de sete horas e ele saiu correndo em busca do pai.  Encontrou-o sentado na calçada tremendo de febre e tiveram um diálogo mais ou menos assim: “- Não tínhamos combinado de você vir me apanhar as seis horas?  – É que o mecânico atrasou e não entregou o carro no horário que prometeu.  – Não minta ao seu pai, ele ligou para mim antes de ligar para você, fui eu quem pediu que ele ligasse a você.  Quando você não veio, liguei para a oficina e me disseram que você apanhou o carro por volta das três.  – Desculpe pai, eu dei umas voltas, encontrei uns amigos, me distraí e me atrasei.  – Então eu falhei como pai, sempre me esforcei para educá-lo da melhor forma e vejo que falhei.  Não consegui ensinar você a ter responsabilidade e a cumprir com sua palavra, sou um mau pai e preciso ser punido.  Vou caminhando para casa. Esse será meu castigo.” E o filho de Gandhi se pôs a caminhar para casa tropegamente devido à febre e a distância de seu trabalho até sua casa era de mais ou menos dezoito quilômetros.  Seu filho consternado e chorando parou o carro, se atirou a seus pés e implorou que entrasse no carro mas o pai não arredou de seu propósito e foi capengando para casa a pé por todo o trajeto enquanto seu filho o acompanhava dirigindo devagarinho.

– Pô não era melhor dar um cacete nele e depois ir para casa de carro? Perguntou o Dagoberto.

– Se o seu pai fizesse isso com você o que aconteceria? Perguntou a Rita.

– Se ele me desse um cacete depois de eu ter aprontado com ele?  Nada demais, a gente entrava no carro e estaria em casa em tempo dele assistir a novela das oito.  Hehehehe!

– Não, isso não, isso não adiantaria nada, isso não ia endireitar você.

– Bão, endireitar não ia mesmo, mas ia ser mais fácil para os dois.

– Ai é que está – interferiu a Silvinha – fazendo do jeito que o pai dele fez com certeza o garoto nunca mais ia esquecer e teria aprendido sua lição para valer.

– Bom isso é, mas isso não faria ele amar mais o pai. Dagoberto finalizou o assunto.

– Talvez você tenha razão – interferiu o Natali – mas você já pensou que algumas vezes os pais têm que interferir na vida dos filhos para educá-los e que o objetivo nem sempre é serem amados e sim ensinar algo de útil aos filhos? Não será esse o verdadeiro papel de um pai?

– Lá isso é. Disse o Henrique.

– E uma lição dessas ele nunca vai esquecer. Eu disse.

– Mas há outras histórias que ensinam a doação como fez esse filme que a Rita assistiu, eu me lembro de pelo menos mais três.

– Conte para nós então. Pediu a Edileuza.

– Me lembro a história de um Rabino corcunda e vesgo que era casado com uma moça muito formosa.  Alguém perguntou a ela porque ela tinha se casado com um homem tão feio e ela disse que ele era um homem muito bom, muito sábio e espiritualizado e que ela tinha tido um sonho em que ambos estavam na fila para reencarnarem e o rabino estava bem na frente dela e que o mentor que estava permitindo que os espíritos escolhessem suas novas vidas segundo seus méritos disse mais ou menos o seguinte: “- Como você tem avançados méritos espirituais, vai ter um corpo belo e perfeito e vai encarnar como um rabino que terá grande fama e prestígio. – Puxa, só terei coisas boas em minha nova vida.  Não tem ninguém que vai receber uma quota de coisas ruins e provações?  – Sim, é claro que tem, esse espírito que está atrás de você vai encarnar como uma moça feia, vesga e corcunda e vai sofrer muitas provações por causa disso.  – Então eu lhe peço que dê a ela toda a formosura e perfeição física que ia me dar e a mim dê apenas a sabedoria espiritual que me angariarão fama e prestígio. – Mas isso vai atrapalhar as provações que ela terá que passar para evoluir espiritualmente, como resolveremos isso?  – Essa parte é fácil, faça com que ela se case comigo.” E assim a moça acabou a explicação do porque havia se casado com ele.

– Hehehehe!
- KKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Todos riram.

– Nossa que história bacana!
- Muito massa!

E o Natali prosseguiu: - E a segunda história que me lembrei é do paraíso dos taoistas.  É claro que é uma história apócrifa, pois o taoismo é mais uma filosofia que uma religião e não acredita em paraíso ou em inferno que é uma criação dos cristãos.

– Conta mesmo assim.

– Nesse paraíso os cotovelos não dobravam e as pessoas não conseguiam levar o alimento à boca.

– Nossa e como é que eles faziam?

– Cada um alimentava o outro é claro. Disse o Henrique.

– Isso mesmo e também, coçavam as costas uns dos outros e davam banhos uns nos outros.

– Opa, que legal, devia ser um barato!

– E a terceira história? Insistiu a Edileuza.

– A terceira história é sobre um grande sábio indiano que tinha atingido tal nível de sabedoria que o deus Krishna apareceu para ele e lhe ensinou um mantra capaz de conduzi-lo imediatamente à iluminação espiritual se o pronunciasse apenas uma vez. Mas insistiu que ele não o ensinasse a ninguém.

– E o que aconteceu?

– Assim que Krishna lhe ensinou ele correu para a janela, a abriu e gritou o mantra a todo mundo que estava na praça. Quando Krishna o repreendeu ele disse: “- Mas de que me serve a iluminação se não posso compartilhá-la com as outras pessoas?”  Esse conceito de compartilhar, de dividir o que é bom com o próximo, fez surgir um novo termo na filosofia hindu.  Ou seja Budha é o que ilumina a si mesmo, Bodhisatva é aquele que ajuda os outros a se iluminarem. É claro que Sidartha Gotama o Buda original era também um Bodhisatva pois ensinou o Budismo às outras pessoas.

– Puxa, tudo a ver com o filme A RESPOSTA!

– Uau, que barato!

Este relato continua no próximo tópico, para ler todos os tópicos do mesmo tema, basta clicar nos nomes dos tópicos que estão listados na coluna à esquerda.  O ideal é examinar um tópico de cada vez e lê-los do começo para o fim (basta verificar o número do tópico).

2 – A Resposta

11.03.11 / A Resposta / Author: / Comments: (0)

Esta narrativa é fundamentada nas gravações da reunião de um dos grupos de estudos da Ciência Divina na cidade de Sorocaba, que foi gravada e depois  transcrita por membros do próprio grupo.  O narrador sou eu, meu nome é Júlio.  Nesta reunião compareceram além de mim, o Dr. Marco Natali, a Rita, o Henrique, a Silvinha, o Dagoberto e a Edileuza. No tópico A RESPOSTA a primeira a falar foi a Rita:

- Bom pessoal agora vamos falar do DVD A RESPOSTA, alguém já viu?
- Eu já vi. Disse a Silvinha.
- Eu também. Disse o Henrique.
- Também já assisti.  Eu disse.
- E vocês? Ainda não viram? Perguntou a Rita olhando para a Edileuza e para o Dagoberto. 
- Eu achei meio careta assisti só um pedaço.  Disse o Dagoberto.
- DAGOBERTO O ESPERTO! Gritaram todos em uníssono.  E nós rimos.  Depois que as risadas pararam a Edileuza falou:
- Eu já assisti com a Rita e estou interessada em comprar, onde que eu compro?
- Em qualquer lojinha pirata da rua Padre Luiz tem.  Disse o Dagoberto.
Mas o Natali interveio:
- Gente, comprem o original é preciso ter ética se vocês querem que as leis da natureza cooperem para vocês alcançarem uma vida harmoniosa.
- Isso também é careta. HuáHuáHuá.  Interrompeu o Dagoberto.
A Edileuza lançou para ele seu olhar numero três e falou: - Será que custa muito caro, gente?
- Está um pouco mais de 20 reais na Cultura e você pode comprar pela Internet. Eu falei.
- Então porque você não põe um link da Cultura no Blog para o pessoal poder comprar? Perguntou o Dagoberto.
- Bom é que a hospedagem do Blog tem custos e eu não estou cobrando nada pelo meu trabalho, seria melhor que a gente procurasse uma livraria que nos pagasse alguns royalties para ter um link lá.
- Faça o seguinte – disse o Natali – coloque um link para a Livraria Cultura e depois se você conseguir negociar algum merchandising com alguma outra livraria você substitui (*).
- Então tá, xá comigo.

E a Rita tomou a palavra:

- O vídeo começa afirmando que quem se reúne com um objetivo comum tem profundo poder.  O Dr. Natali gostaria de comentar isso?
- Nem há necessidade de comentar, é só lembrarem das palavras de Jesus…

                – “…onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” Mt 18:20   Disse a Silvinha.
                – Isso.
- Mas esse cara do documentário não disse que eles estariam reunidos em nome de Jesus. Aparteou o Dagoberto.
- FICA QUIETO!  Gritou a Edileuza e arrematou: - Só abre a boca pra falar besteira, parece uma olaria, é abrir a boca e só sai tijolada.
- Quiá, quiá, quiá!
- Hehehehe!
- Kkkkkk!

Mas o Natali recomeçou a falar, olhando para o Dagoberto.

                 - É verdade o homem no filme não falou nada disso, mas se você pensar que a mensagem de Jesus é o amor,  podemos admitir que quando um grupo se reúne com um objetivo comum é porque há um certo acordo entre eles e podemos ver nesse acordo certa afinidade entre eles e a afinidade é de certa forma, uma manifestação de amor.
- Né não, pode ser um grupo de marginais se reunindo para planejar um crime por exemplo.  Atalhou novamente o Dagoberto.
- CALABOOOCA!
- Fica quieto cara!
O Natali deu um suspiro e comentou:  - Você tem razão Dagoberto.  Essas coisas são possíveis, mas você não acha que se algumas pessoas se reúnem para conversar sobre o sentido da vida, as leis da natureza, maneiras de alcançarem a transformação pessoal, estariam voltadas no sentido de buscar o amor, a harmonia, a paz?
- Tá, tá, não vou falar mais nada.
- É BOM MESMO!  Ralhou a Edileuza, atirando-lhe um de seus sapatos.
O Dagoberto foi até ela, devolveu o sapato e lhe deu um beijo na testa que foi respondido com um soquinho que se perdeu no ar.

                 – O filme prossegue fazendo algumas perguntas ontológicas. Continuou a Rita.
- ONTO O QUE?  Gritou a Edileuza.
 - Ontológicas – interveio o Natali – ou seja, perguntas que tenham a ver com a natureza do ser.  Não confundir ontologia com antologia.
- Viu? Viu? Viu? Sociologia, sacou? Disse a Rita com um sorrisão. E continuou:
- Eles perguntaram coisas como: O que você quer na sua vida?  Quem sou eu? Por que estou aqui? Como eu crio felicidade em minha vida?  Por que algumas pessoas sofrem e outras não.  Como recuperar a experiência do amor com um parceiro ou com colegas de trabalho mesmo não tendo esse sentimento.   Qual o sentido da vida.  E o narrador conclui depois dessas perguntas que temos dois caminhos para viver nossa vida, a esmo ou planejando, por sorte ou por escolha.
- Na Neurolinguística costumamos dizer que ou você assume o comando de sua própria vida ou acabará vivendo pela cabeça dos outros. Disse o Natali.  Na vida ou assumimos nossa responsabilidade e nos tornamos adultos ou prosseguimos sem eira nem beira buscando o colinho dos outros ou nos acomodando na mediocridade.
- Mas vem cá, o que é mesmo esse negócio de mediocridade?  O que é ser medíocre?  Perguntou o Dagoberto.
- Segundo José Ingenieros, um psiquiatra italiano que morou na Argentina e escreveu um livro chamado UM HOMEM MEDÍOCRE, ” medíocre”  vem de médio; é aquela pessoa que segue a média, que não se destaca em nada, que apenas segue o rebanho sem pensar por si mesma.
- Tem tudo a ver com esses adolescentes que só querem usar roupa de grife, tênis Nike essas coisas.  Disse a Edileuza.
- KKKKKKKKKK! Riu alto o Dagoberto que estava com um Nike e que sempre se veste com as roupas que os caras usam nas novelas.
- É o assunto é esse, mas não é para dar risadas não.  Os adolescentes estão em busca de uma identidade e enquanto não a formam de dentro para fora que é a única maneira de desenvolver a personalidade, tentam alcançá-la externamente, usando roupas de grife ou se enturmando.  É por isso que nessa fase se vê várias tribos urbanas, os Punks, os Clubbers, os Skinheads, os Emos, os Headbangers.
- …ou os corintianos.  Arrematou o Dagoberto.
- Isso. Identificar-se com um time de futebol é uma forma de obter uma identidade.  Uma outra forma de perceber isso são os papéis que a vida em sociedade nos impõe.  Por exemplo qual a profissão do seu pai Rita?
- Meu pai?  Ele é médico.
- Pois é, em geral quando perguntamos a alguém quem ele é, a resposta é o nome de uma profissão. No caso o pai da Rita responderia que é médico.  Mas na realidade isso não é o que ele é e sim o que ele faz.  O que ele é , é  definido psicologicamente pelos papéis que ele vive.  Por exemplo, antes de ser um médico ele é um filho (para seus pais), é um irmão (para seus irmãos), é um amigo (para os seus amigos), é um parente (para seus parentes), é um motorista (se sabe dirigir), é um cozinheiro (se gosta de cozinhar) e assim por diante.  Somos aquilo que fazemos, mas não apenas o que fazemos profissionalmente e, principalmente somos aquilo que somos, mesmo sem fazer nada.  Ser é um verbo que indica existência, se você existe, você existe, mesmo que você não faça nada.  Aliás essa é a condição que permite a existência do amor incondicional.  É por isso que a família é a célula social por excelência.  Ou seja nossa família nos ama e nos aceita como somos.  Quando você recebeu o amor de sua mãe quando era criança, era um amor incondicional, você era amado ou amada, porque você existia e não pelo que tinha feito, mesmo porque você era muito pequeno para fazer muita coisa.  O amor condicional exige reciprocidade, é uma barganha, uma troca.  E quando vemos um casamento que não dá certo, uma amizade que termina, podemos ter certeza disso, o amor que ali havia não tinha consistência, era um amor de troca, um amor condicional.  Talvez por isso haja o ciúme, a posse do ser amado, a mesquinhez, o egoísmo.
 - Isso mesmo e no filme – continuou a Rita – eles discutem o que é necessário para viver uma vida abundante e satisfatória.  E aparecem várias pessoas falando, um deles que é um treinador do transformacionalismo chamado Gabriel Nossovitch diz que devemos perceber a conversa que temos conosco mesmos.  Que devemos estar atentos a nossas reações a nossos julgamentos automáticos e às nossas crenças.
- Correto.  Observem que muitas das crenças que temos se fundamentam nas crenças de nossos pais, ou de nosso país, ou do grupo social a que pertencemos.  Vamos fazer um teste?
- VAMOS!
- Quem é que sabe o significado da palavra poliandria?
- Poli o que?
- Poliandria.

Ninguém sabia e trocamos olhares inquisidores entre nós.

                   – Mas vocês certamente sabem o que quer dizer poligamia, não sabem?
- Ah isso eu sei.  Disse a Edileuza.
- Pois é, eu acho que todos aqui sabem o significado dessa palavra não é?

Todos concordaram.

                   – Pois bem, vocês sabem o significado dessa palavra porque ela demonstra que vocês são o resultado de uma sociedade machista e chauvinista e mesmo que vocês se achem pessoas liberais há em vocês muito do ranço dessa sociedade.
- Por queeee?!  Perguntou a Edileuza.
- Vocês entenderão quando descobrirem o que significa a palavra poliandria.
- E o que significa?
- Poliandria é o equivalente feminino à palavra poligamia.
- Uma mulher com vários homens?  Perguntou o Henrique.
- Isso.
- Obaaaaa!  Gritou a Edileuza e todos riram.  O Natali prosseguiu.
- A primeira vez que ouvi falar em poliandria foi na obra de um Yogi indiano chamado Vivekananda.  Esse moço ficou meio desnorteado quando morreu Ramakrishna que era seu mestre espiritual e desarvorado fez uma peregrinação pelo Tibet.  Nas montanhas do Himalaia encontrou um clã e com ele se hospedou por uns tempos.  Ao conviver com eles ficou admirado pelo alto nível espiritual de todo o grupo só que alguns dias depois percebeu que praticavam a poliandria e ficou enojado.  Procurou o ancião que liderava o grupo e teve com ele uma conversa mais ou menos assim: – Como que vocês que são tão espiritualizados cometem um crime social como esse?  E o ancião respondeu: – E na sua terra não é assim não?  – Na Índia?  De jeito nenhum lá cada homem tem a sua mulher.  E o ancião de olhos arregalados e demonstrando grande espanto disse: – Nossa, como vocês são egoístas!
- Quiá, quiá, quiá.
- Háááááá´!
- kkkkkkkkk!

O Natali esperou as risadas cessarem e prosseguiu: - Bom vejam bem que eu li essa história quando tinha perto de uns 12 ou 13 anos de idade e é claro que aquilo me assombrou bastante eu nunca tinha pensado nessa hipótese, mas como nunca mais cruzei com essa palavra, nunca mais pensei no assunto.  Muito tempo depois eu estava em um consultório odontológico e enquanto esperava folheei a revista Marie Claire e vi um artigo sobre poliandria.  Havia lá uma reportagem sobre uma moça de uma determinada sociedade tibetana que havia se casado com sete irmãos.
- SETE! QUE HORROR!  Gritou a Edileuza.
- Pois é, foi o que pensei quando li isso.  Mas, ao continuar a leitura aprendi algumas coisas com aquela sociedade.  E cheguei a algumas conclusões. Lá não existem pobres.  Como há vários homens contribuindo para o sustento da família todos ficam bem financeiramente.  Eles têm por hábito enviar os filhos para estudar na Inglaterra.  E as pessoas são bem equilibradas, pois a grande causa de problemas psicológicos aqui no Ocidente é a ausência do pai, que ou viaja muito, ou trabalha muito e convive pouco com os filhos.  É claro que esse problema não acontece por lá pois todos têm vários pais.  Esse é outro fator interessante, como ninguém sabe quem é o pai da criança, todas as crianças são tratadas com muito amor.  Mesmo supondo que alguns dos pais sejam frios ou não sejam dados a demonstrar emoções, haverão outros que lidarão bem com as crianças e lhes darão todo o amor que necessitam para crescerem amadas e aceitas. E nenhuma mulher pode se queixar de não ser amada, pois com vários maridos, sempre haverão aqueles que suprirão suas necessidades afetivas, mesmo que outros deixem a desejar.
- Puxa eu nunca havia pensado nisso. Disse a Edileuza.
- Que coisa maluca. Disse o Henrique.
- E quem é que está certo nessa história?  Perguntou o Dagoberto.
- A questão não é quem é que está certo ou quem é que está errado, a questão é perceber que se você nem sabia o significado da palavra poliandria seu modelo de mundo está restrito aos modelos da sociedade em que você vive.  E isso prova que muito do que você sabe não surgiu de sua experimentação e vivencia pessoal e sim do que lhe foi imposto pela educação e você aceitou sem questionar. Daí a importância de examinarmos nossa maneira de pensar, a conversa que temos conosco mesmos, as reações que emitimos.  Serão nossas reações mesmo, ou estaremos apenas refletindo os valores que nos foram impostos e que nunca examinamos em profundidade? Lembremos que nosso julgamentos automáticos surgem a partir de nossos valores e daquilo que acreditamos e eu pergunto: quanto de nossos valores são realmente nossos e quanto de nossas crenças realmente nos pertencem?

(*) Se você que visitou nosso Blog e leu este texto conhece alguma livraria ou distribuidora de DVD´s que tenha interesse em anunciar o link aqui, coloque-os em contato por favor.  Obrigado. Note que este pedido foi feito na ocasião em que este texto foi divulgado e isto já faz alguns anos e até agora nenhuma livraria se interessou. A Livraria Cultura não solicitou esta divulgação e nossa Igreja nada lucra em indicá-la. Se a Igreja tivesse uma participação na divulgação do filme poderia acrescentar esses valores em seus recursos para a geração de benefícios sociais.

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ATENÇÃO: Este é o segundo texto a respeito de A RESPOSTA, para ter acesso e ler o primeiro, clique em “Older Entries” (Entradas mais antigas) logo aqui embaixo: